Desde o final de 2015, a nova geração de caminhões Actros está no mercado totalmente renovada, conseguindo romper qualquer semelhança técnica com a sua geração anterior. Destaque para o novo motor de 13 litros, que desenvolve 510 cv a 1.900 rpm – o maior da família rodoviária da estrela – que recebeu um bloco de 6 cilindros em linha, substituindo o V6 anterior.

Um motor de manutenção simplificada, denominado OM 460 cujo torque é de 244 mkgf a 1.100 rpm, que, para atender à norma Proconve P7, utiliza a tecnologia SCR.
Segundo a engenharia da Mercedes-Benz, após ensaios em bancos de prova e testes no veículo, foi possível viabilizar uma redução de até 5% no consumo de combustível. A transmissão é a MB G 330-12, automatizada PowerShift de 12 velocidades, sem anéis sincronizadores, também produzida pela Mercedes-Benz e comuns aos demais caminhões pesados da marca.

Está agregado a ela o sensor de inclinação, auxílio de partida em rampa e os modos de condução Power (que oferece mais torque ao veículo em situações de ultrapassagens, por exemplo), EcoRoll (aproveita a inércia quando possível e coloca a transmissão em neutro de forma segura e controlada), e Manobra (limita o giro do motor a até 1.000 rpm. Assim, o motorista pode utilizar todo o curso do pedal do acelerador para realizar manobras precisas e se movimentar no pátio com segurança).

O Actros 2651 é um cavalo mecânico polivalente, que pode resolver uma variedade de atividades relacionadas ao transporte rodoviário de cargas de longas distâncias. Para tanto, tem CMT (Capacidade Máxima de Tração) de 80 t, e capacidade para tracionar combinações de 7 ou 9 eixos, com PBTC de até 74 t, nos mais variados tipos de implementos.

De série a fabricante de origem alemã oferece os freios a tambor por este ser a preferência do transportador brasileiro. Mas a marca dispõe de versão com freio a disco.
O freio-motor Top Brake nesse veículo é conjugado ao freio retarder, um acréscimo imporante na segurança, já que juntos o poder de frenagem chega a 1.200 cv.

O Actros, se adquirido com todas as ferramentas de segurança oferecidas, ele se torna um dos caminhões mais seguros do Brasil. A linha oferece um pacote segurança opcional com Assistente Ativo de Frenagem (ABA), Sistema de Orientação de Faixa de Rolagem e o Controle de Proximidade.

Além dos atributos técnicos, o caminhão traçado entrega um alto padrão de conforto. E agora, com a cabine totalmente reformulada, o ambiente ficou mais produtivo para o motorista. Por fora o desenho foi renovado e está mais moderno se comparado a primeira edição da família introduzida no Brasil. A grade do motor está maior e mais alta e com nova alça de apoio, sem perder a identidade dos modelos da marca.

O conjunto ótico recebeu policarbonato, material mais resistente às condições adversas das estradas como poeira, pedra, umidade etc. O caminhão dispõe ainda do DRL (Day Running Light) em português significa farol de rodagem diurna – que atende a atual legislação.

No escritório

O ambiente interno possui 1,92 de altura do piso (que é totalmente plano) até o teto na cabine avaliada, que é a Megaspace, topo de linha. A cabine ganhou um novo climatizador, menor e de melhor distribuição de ar, e um ar-condicionado de série que, para o alto padrão da cabine do Actros, poderia ser digital.

O volante é multifuncional e os bancos receberam 12 regulagens, novos acabamentos e um desenho mais esportivo, com cinto de segurança integrado. Mais largos, os bancos atendem aos diversos biótipos e oferecem conforto e ergonomia, muito em função da espessura da espuma ter sido aumentada em 10 mm.

Nessa nova roupagem interna que o Actros recebeu, o modelo passou a oferecer tacógrafo digital – outro item que chegou nele tardiamente por se trata de um caminhão mais topo de linha.

Tecnicamente, o Actros 2651 é um produto muito bem resolvido. Não por acaso, nos primeiros quatro meses do ano foram emplacadas 142 unidades do modelo para atender basicamente atividades do agronegócio.

Quando a descida de serra feita pela rodovia Anchieta começou, imediatamente, entrou em operação o Top Brake, que agregado ao freio retarder, no primeiro estágio já é capaz de segurar o caminhão, que na avaliação estava com PBTC de 57 t a 70 km/h sem precisar da intervenção do pé do motorista no freio. Confira o teste completo do Mercedes-Benz Actros 2651 na edição 163 da revista TRANSPORTE MUNDIAL. 

 

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Andrea Ramos
Jornalista especializada em veículos comerciais, apaixonada por caminhões e punk rock, e mãe do B e do Ben.
  • mjprio

    Mas que essa frente e esse painel ficaram feios isso e fato!
    O painel anterior, que inclusive era usado na Europa era melhor! Fora que esses farois redondos sao horríveis, maa entendo que servem pra reduzir custos de manutenção. E… dona MB vamos trazer a série 47X pro Brasil.