Entre os continentes africano e oriente médio, a Mercedes-Benz do Brasil conquistou 20 novos países para onde vão os caminhões Accelo e Atego produzidos na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Para tanto, a grife da estrela de três pontas preparou toda uma infraestrutura para atender os mercados de ambos os continentes. “Nós temos uma estrutura da Daimler, com dois escritórios que atendem essas regiões, com pessoal nosso, incluindo profissionais de peças e serviços para atender o cliente e deixá-lo mais tranquilo com relação à assistência técnica”, explica Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas, marketing e peças & serviços caminhões e ônibus da Mercedes-Benz do Brasil.

Os modelos vendidos nesses países, segundo o executivo, foram eleitos por sua robustez, já que graças às similaridades das condições de operação, como estradas ruins, entre o Brasil e esses continentes, os caminhões estão atendendo com eficácia às operações locais.

O Atego e o Accelo exportados são mais direcionados às aplicações tanque (com foco no transporte de água), compactação de lixo, plataforma socorro e transporte militar. E há modelos que já saem do Brasil implementados.

Leoncini ainda ressalta que para atender a legislação de cada um desses países e suas demandas, os caminhões já saem customizados e essas alterações são feitas pelo Centro de Customização de São Bernardo. Os caminhões recebem pneus de flutuação e dispositivo de proteção frontal, para modelos que trafegam pelo deserto, e escapamento vertical e painel com idioma local do país de destino, por exemplo.

Vale destacar que os representantes da Mercedes-Benz disputam aqueles mercados com veículos asiáticos, por isso a robustez é um item que a MB destaca como o maior predicado, e o motivo de os clientes desses países comprá-los. Não por acaso, em 2017, foram exportados aproximadamente 260 caminhões Atego e Accelo para a África e o Oriente Médio. Para este ano, a Mercedes projeta o embarque de mais 350 unidades, o que significa um crescimento de cerca de 40% nas exportações destes caminhões para essas regiões. Lembrando que no passado a marca atuou nessas regiões e depois interrompeu as operações.

Por se tratar de mercados que são atendidos por dezenas de fabricantes, incluindo marcas brasileiras como a Volkswagen Caminhões e Ônibus, o pós-venda é um diferencial que a Mercedes estruturou para essa operação, como ter uma equipe própria do Brasil nessas localidades para treinar, capacitar e servir de apoio aos concessionários. Além disso, a marca desenvolveu uma logística mais eficaz para a exportação desses caminhões.

“Normalmente exportávamos esses veículos em navios roll-on roll-off o que nos deixava mais dependentes do tempo. E hoje estamos exportando em containers flat rack ou os convencionais, o que diminuiu o nosso custo logístico e aumentou a nossa flexibilidade com relação ao tempo. Contudo, posso esperar para colocar minha carga em qualquer navio e não depender de um navio roll-on roll-of”, conclui o executivo.

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Andrea Ramos
Jornalista especializada em veículos comerciais, apaixonada por caminhões e punk rock, e mãe do B e do Ben.