11Especial Transmissões

No Brasil, a trajetória das caixas automatizadas começou pelos caminhões pesados de uso rodoviário há mais de dez anos, sendo que o “boom” mesmo ocorreu a partir da entrada da P7, norma de redução de emissão de poluentes saídos dos escapes.


Com a normativa, as engenharias realizaram uma série de melhorias com o objetivo de Tornar os veículos mais eficientes, sobretudo no que se refere consumo de combustível. Para isso, os veículos comerciais ganharam tecnologias e uma delas foi a transmissão automatizada, algumas disponíveis de série nos caminhões. Com os bons resultados operacionais nas empresas, agora é a vez de caminhões menores, como os semipesados, ganharem essa tecnologia. A maioria já conta com essa opção. 

Por volta dos anos 1970, algumas marcas já estavam começando a trabalhar na aplicação de soluções automatizadas para os câmbios mecânicos convencionais. Scania e Mercedes-Benz foram as primeiras a colocarem no mercado dois sistemas semiautomatizados – CAG e EPS – que pré-selecionavam as marchas para executar o câmbio com o pedal de embreagem.

A Scania aplicaria inicialmente o CAG em ônibus, e o EPS da Mercedes foi equipado inicialmente na linha SK. Mais tarde esse sistema se converteria na base para o sistema Telligent aplicado na primeira geração do Actros. Vale ressaltar que a Eaton-Fuller também foi uma das primeiras a apresentar a sua tecnologia com a caixa SAMT (Semi Automated Mechanical Transmission). Mas a marca que desenvolveu o primeiro câmbio totalmente automatizado, que dispensa o uso do pedal de embreagem para realizar as trocas de machas, foi a Volvo Trucks, com a Geartronic montada nas últimas versões do reputado F12-400.


Nossos dias de hegemonia dos câmbios automatizados no transporte rodoviário têm promovido a eletrônica embarcada no universo dos caminhões. Um primeiro passo com relação a isso foi a aparição do controle eletrônico da injeção (EDC), um sistema desenvolvido pela Bosch que permite gerenciar o motor por meio de um sistema embarcado no próprio veículo.

Como era de se esperar, o passo seguinte dos engenheiros foi desenhar um controlador eletrônico que pudesse “manejar” as caixas de câmbio automatizadas. Outro acessório indispensável é a servoembreagem, um componente que se emprega basicamente para arrancar e reduzir o veículo em marcha.

Anterior
Compartilhar
Andrea Ramos
Jornalista especializada em veículos comerciais, apaixonada por caminhões e punk rock, e mãe do B e do Ben.