8Especial: Cabines Compactas 

Frente aos espaçosos, e sempre custosos, habitáculos sobrelevados, todas as fabricantes oferecem, na Europa, uma atrativa oferta de cabines compactas para longas distâncias.

Ao longo da história dos veículos comerciais temos assistido a um formidável e contínuo desenvolvimento e, nos últimos anos, deve-se destacar o que os engenheiros têm realizado em favor do bem-estar a bordo.

Desde 1896 quando Gottlieb Daimler desenhou o que seria o primeiro caminhão da história – cujo posto de condução se parecia com o de uma charrete – a indústria percorreu um longo caminho.

Caminho esse em que todas as fabricantes, sem exceção, trataram a cabine de um caminhão como algo secundário, pois os esforços por muito tempo estiveram concentrados no desenvolvimento de um trem de força arrojado, levando-se em conta potência, força, longevidade e economia.

Conforto e ergonomia

No final dos anos 1970 as marcas começaram a prestar mais atenção nas necessidades do motorista e com isso nas cabines dos veículos, já que elas determinam a qualidade de vida do condutor durante o seu trabalho. Pela primeira vez, o conforto passou a ser parte central de pesquisas de engenharia e design.

Com o curso desse processo, logo começaram a surgir cabines mais amplas e espaçosas, com boa área envidraçada e para-brisas mais panorâmicos.

Em seguida, foram chegando os assentos com suspensão pneumática que mais tarde foram incorporados no próprio habitáculo. Foi também na década de 1970 que começaram a aparecer os primeiros sistemas de ar-condicionado.

Outro passo importante na modernização das cabines tem sido a evolução dos painéis de comando. Se comparar há 30 anos quando apenas eram fornecidas informações básicas, com a chegada da era digital, dispomos de informações completas que fornecem todos os parâmetros do caminhão.

Paralelamente foi acrescentada às cabines a zona de descanso, de acordo com as necessidades do transporte de longa distância.

Opção intermediária

Independentemente da motorização eleita, atualmente todas as fabricantes oferecem em seus catálogos pelo menos três configurações de habitáculos que podem ser equipadas em seus caminhões de longas distâncias, de forma que o cliente possa adquirir a cabine que melhor se adapta às suas necessidades.  Soluções intermediárias e que possibilitam economizar na hora da compra sem perder o conforto.

Dentro desse cenário TRANSPORTE MUNDIAL pretende analisar os habitáculos intermediários que podem ser denominados “compactos”, o Sleeper Cab, que estão posicionadas entre as cabines simples diurnas, e as sobrelevadas, teto elevado, mais sofisticação à bordo e que possuem maiores dimensões e até mais tecnologia embarcada.

As intermediárias são cabines configuradas para o transporte de longas distâncias,porém, mais direcionada a um único condutor. Algumas dessas cabines, como é o caso da DAF Space Cab, MAN XLX, Stralis Hi-Road e o Scania Highline, já reúnem uma larga experiência de serviço e evolução. Já as versões Renault Sleeper, Mercedes StreamSpace e Volvo FH Dormitório são novas nesse conceito.

Todas elas apresentam volumes interiores que permitem uma qualidade de vida habitável e foram cuidadosamente desenhadas.

Outra característica que compartilha essas cabines é a suficiente capacidade de armazenagem, com a presença de armários sobre o para-brisa, nas laterais e na área de descanso. Todas elas dispõem de gaveteiros laterais com acesso pelo lato interno como externo.

Outra situação em comum é o gaveteiro localizado na parte central, embaixo da cama, habitualmente usado como geladeira.

No posto de condução destaque pata chegada do joystick dos câmbios automatizados, com exceção da Iveco e da Volvo, sendo que a marca sueca possui duas versões de manejo para o seu câmbio inteligente I-Shift, uma no painel com manejo por meio de botões e outra situado do lado direito do assento do condutor.

No que se refere ao sistema de climatização, todas contam com ar-condicionado e climatizador automático. Existe uma forte tendência de essas cabines passarem a equipar o ar-condicionado que funciona com o veículo parado – por meio do acumulador de gás – e de um sistema de calefação autônomo para pernoitar nas noites mais fritas. Além de sistemas de entretenimento, conectividade e comunicação.

Com tudo isso os transportadores com atividades rodoviárias de longas distâncias encontram no mercado alternativas atrativas. Confira!

Anterior
Compartilhar
Andrea Ramos
Jornalista especializada em veículos comerciais, apaixonada por caminhões e punk rock, e mãe do B e do Ben.