A suspensão pneumática (a ar) para o transporte rodoviário traz muitos benefícios para o motorista, caminhão, implemento, carga, segurança e pavimento. Inclusive, em países da Europa, os caminhões esse tipo de suspensão pagam menos pedágio do que os caminhões com suspensão metálica. Também já há embarcadores que exigem caminhões e implementos com a suspensão pneumática, como fabricantes de tintas e equipamentos eletrônicos.


No Brasil, por causa das precárias condições das nossas estradas, sempre houve uma grande resistência a esse tipo por temer suposto maior gasto com reparações. E exatamente por isso, que deveria utilizar mais a suspensão a ar, para não provocar danos à carga e à saúde do motorista.

A Anfir (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) está defendendo a aplicação da suspensão a ar para todos os reboques e semirreboques que, até o momento, somente é obrigatória por lei (Resolução 210/06 do Contran) para composições com eixos espaçados.


Além de proteger a carga, a Anfir aponta outras vantagens no uso da suspensão a ar como maior dirigibilidade por causa da maior estabilidade, melhor distribuição de cargas entre os eixos, evita a desregulagem dos faróis; aumenta a vida útil dos pneus, reduz o consumo de combustível, reduz custo de manutenção porque não tem quebra de molas nem necessita lubrificação, tem melhor facilidade de troca, reduz peso morto e aumenta o valor de revenda do conjunto, melhora o desempenho dos sistemas de controle de estabilidade (ESC) e permite o ajuste da posição da quinta roda. Além disso, nos tanques e cegonheiras evita trincas protegendo os equipamentos e os cordões de solda.