Depois do Ford Cargo 1119 – cujo PBT de 10,5 t é de modelo médio, mas seu porte é de caminhão leve –, é a vez do VW Delivery 11.180 disputar espaço nesse mesmo subsegmento, que parece ter muito ainda o que crescer. Isso porque esses veículos foram desenvolvidos com a missão de suprir uma demanda do mercado por caminhões capazes de carregar mais carga e ao mesmo tempo ter agilidade para a distribuição urbana.

Com relação ao seu PBT superior – no caso do VW Delivery 11.180 é de 10,7 t –, a ideia é oferecer maior aproveitamento do produto sem perder as características para atuar dentro perímetro urbano. Por isso é que, dependendo do tipo de entre-eixo: 3.400 mm, 4.000 mm, 4.400 mm e 4.600, e da carroceria que receber, o Delivery pode ter capacidade de carga útil entre de 7.300 kg e 7.450 kg.

Diferentemente do que acontece com os caminhões pesados rodoviários, que privilegiam a inteligência embarcada e itens que auxiliem na operação, como a transmissão automatizada, caminhões para o segmento urbano costumavam ser mais espartanos. Sim, costumavam. Porque com a chegada da nova família Delivery, com itens superiores aos concorrentes, muito há de evoluir nesse segmento.

Para que os novos Delivery não canibalizem os da linha “tradicional”, a marca, como estratégia, apresentou os produtos com diferentes potências e capacidades de carga. Cobrindo, dessa forma, todas as necessidades do cliente.

O modelo 11.180, foco dessa reportagem, é equipado com câmbio Eaton manual, o ESO 6106 de 6 velocidades, sendo a última overdrive – bastante conveniente para quem opera no trecho rodoviário. Lembrando que esse caminhão é bem flexível, atendendo às demandas rodoviárias e urbanas. 

A Eaton é uma novidade nos caminhões da MAN, cujo nome é V-Tronic e ela atua com o motor Cummins ISF de 3,8 litros, bloco de 4 cilindros em linha, que desenvolve 175 cv de potência a 2.600 rpm e 61,2 mkgf de torque de 1.100 a 1.700 rpm.

Na estrada

Em marcha, na rodovia dos Imigrantes, o 11.180, na velocidade de 80 km/h em 6ª marcha, anda desenvolto na rotação de 1.400 rpm, ou seja, bem longe de chegar ao limite da faixa verde. Nesse trecho, o motorista também tem a opção de usar o freio-motor do veículo poupando o de serviço.

Nessa avaliação que mesclou trecho urbano e rodoviário (perfil do 11.180), o caminhão estava com 8 t de PBT. Isso não o impossibilitou de vencer agilmente os aclives das vias urbanas. Propositalmente, a rota, sugerida pela MAN Latin America, nos levou às cidades do ABC paulista, onde passamos por ruas mais estreitas, com subidas, quebra-molas e tudo o que é comum às cidades brasileiras. Nenhuma dessas situações inibiu a força do motor.

Leve e moderninho

Logo após o seu lançamento, que teve exibição ao vivo pela MAN por meio das mídias sociais, as redes foram bombardeadas de comentários sobre o desenho da nova linha Delivery. Para muitos, a nova linha ficou com aspecto do design dos caminhões chineses. Para outros tantos, o desenho ficou muito parecido ao dos automóveis da Volkswagen – o que faz mais sentido, ainda mais se concentrar a visão na grade frontal onde o símbolo da VW está destacado.

Confira todos os detalhes do nosso teste a bordo do VW Delivery 11.180 na edição 170 da revista TRANSPORTE MUNDIAL

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Andrea Ramos
Jornalista especializada em veículos comerciais, apaixonada por caminhões e punk rock, e mãe do B e do Ben.