Enquanto no mercado de caminhões há competição entre 11 marcas, o de implementos é em torno de uma centena. E, neste cenário competitivo, a Librelato comemora 49 anos neste mês de maio e hoje está entre as três maiores do setor no Brasil.

Unidades I e II da Librelato em Içara (SC). Foto: Librelato

A empresa fechou 2017 com mais de mil funcionários e faturamento acima de R$ 280 milhões, acumulando mais de 58 mil implementos rodoviários desde a fundação.

“Por conhecermos profundamente as características de transporte do País e as operações logísticas na prática, além de termos conquistado um estreito relacionamento com nossos clientes, conseguimos fechar parcerias duradouras ao longo dos anos. Além disso, nossos produtos são desenvolvidos respeitando as condições de rodagem do Brasil, tanto as boas como as ruins”, disse José Carlos Spricigo, CEO da empresa.

José Carlos Spricigo, CEO da empresa. Foto: Librelato

Os primeiros anos foram de grandes transformações, marcados pela produção dedicada principalmente para linhas de veículos leves. Um dos momentos mais marcantes na história da empresa ocorreu 23 anos após o início de suas atividades. Foi a produção do primeiro semirreboque da marca liderada pelo fundador da empresa, José Carlos Librelato, em 1992. A aprovação do mercado determinou um crescimento constante e a expansão dos negócios levou à inauguração das unidades de Criciúma e Içara, em Santa Catarina. Vieram então os primeiros contratos fechados no mercado internacional. “Hoje nossos implementos estão aprovados em importantes mercados de exportação da América do Sul e da África, que possuem condições de rodagem muito semelhantes às do Brasil”.

Atualmente a Librelato possui três unidades fabris responsáveis principalmente pelos produtos de linha pesada (reboques, semirreboques, bitrens, tritrens e rodotrens), sendo duas em Içara e uma em Criciúma. Além destas unidades, a Librelato conta também com mais uma unidade em Orleans (SC), a Libremac, dedicada à produção de carrocerias sobre chassi.

Para suportar comercialmente o crescimento da marca no Brasil, a Librelato conta com 54 revendas instaladas em todo o território nacional, além de distribuidores na Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai.

“Ao longo dos anos vimos a necessidade de expansão do portfólio e em 2012 incorporamos na engenharia do produto, um centro de desenvolvimento de produtos com o objetivo de oferecer um leque de alternativas ao mercado, amplo e conectado com as melhores tendências globais de qualidade”, reforçou Spricigo.

Neste centro as equipes de engenheiros tratam dos assuntos relativos à inovação e tecnologia, além da adequação dos produtos para as mais diversas realidades do Brasil e do exterior

Baseada nessa estrutura, a Librelato produz implementos rodoviários de diversos segmentos, tais como: carga seca/graneleiro, basculante, carrega tudo, tanques em aço carbono e em aço inox, florestal, furgão alumínio, furgão lonado, furgão lonado para transporte de bebidas, porta contêiner, silo, canavieiro e furgão frigorífico.

Na linha sobre chassi, a Librelato produz carrocerias nos segmentos de basculante meia cana, furgão alumínio, furgão lonado para bebidas e florestal. Na Libremac são produzidas carrocerias para transporte de automóveis, basculante, coletor compactador para transporte de resíduos, nos modelos lateral e traseiro, poliguindaste e carga seca metálica.

Participação

A Librelato alcançou, em 2015, 10% de participação no mercado, subindo para 12% em 2016 e 2017. “Adotamos a premissa de sustentabilidade financeira em detrimento de ganho de mercado”, explicou Spricigo. “Para 2018, estamos projetando um número próximo a 15%, resultado esperado devido à reestruturação de nossa rede de representantes, aumento do portfólio de produtos e investimentos em processos com o objetivo de aumentar nossa capacidade produtiva”, finaliza.

Hoje a Librelato já está entre as três maiores de seu segmento. A marca é uma das mais fortes na comercialização da linha basculante, onde já chegou a 25% de participação no mercado. Na linha graneleira, o modelo de implemento mais vendido do Brasil, a marca alcançou cerca de 20% em vendas no mercado nacional, enquanto na linha florestal chegou a 30%. 

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Editor da revista e site Transporte Mundial desde fevereiro de 2002. Além de caminhões, é apaixonado por motocicletas e economia! Foi coordenador de comunicação na TV Globo, assessor de imprensa na então Fiat Automóveis, hoje FCA, e editor-adjunto do Caderno de Veículos do Jornal Hoje Em Dia, de Belo Horizonte (MG).