O LS-1941 com PBTC (Peso Bruto Total Combinado) de 45 t, produzido de 1990 a 1995, foi dimensionado para o transporte de cargas de médias a longas distâncias. O caminhão, durante seu período de existência, foi bastante popular em função do motor que equipava: OM-447 LA, com turbocooler e potência de 408 cv a 2.100 rpm e torque de 184 mkgf – o mais potente produzido pela Mercedes-Benz na época.

Esse motor apresentava modernas características construtivas como camisas molhadas removíveis, cabeçotes individuais com juntas metálicas, bicos injetores montados externamente, bomba injetora P 7100, bielas trapezoidais, compressor e bomba hidráulica acionados por engrenagens. Seu torque máximo obtido a 1.300 rpm se mantinha constante entre 1.100 e 1.600 rpm – a chamada curva de torque plana, inovação que na época, segundo a Mercedes-Benz, só ela detinha em veículos nacionais.

O LS-1941 era equipado com eixo traseiro Mercedes-Benz HL-7/015 com redutores planetários dimensionados para transmitir o maior torque às rodas, otimizando o desempenho do veículo em qualquer condição de uso.

A transmissão que o modelo equipava era a ZF 16 S 190, com radiador de óleo, de 16 velocidades sincronizadas. Da ZF era também a direção hidráulica do caminhão.
A bordo, a cabine, de concepção modular oferecia poucos itens, mas diferenciais para a época, como volante menor, cama de 2 m por 78 cm, e alto-falantes para som estéreo. A suspensão da cabine era de molas parabólicas na parte traseira, complementada por amortecedores telescópicos de dupla ação.

Compartilhar
Andrea Ramos
Jornalista especializada em veículos comerciais, apaixonada por caminhões e punk rock, e mãe do B e do Ben.