Com a retomada de mercado, o segmento de caminhões segue num bom ritmo de crescimento. Nos três primeiros meses do ano, o mercado total cresceu 50,4%, sendo os setores do agronegócio, indústria e combustível os grandes responsáveis por essa retomada. No entanto, o segmento de caminhões vocacionais, regidos por atividades como cana de açúcar, minério, madeira e construção, também tem mostrado números animadores. Pelo menos para a Volvo, montadora que encerrou o primeiro trimestre de 2018 com participação de 29% no segmento. O maior destaque da marca está nos modelos direcionados à cana-de-açúcar, os quais tiveram 43% de participação no segmento acima de 15 t em igual período.

E para manter-se nesse patamar, a Volvo em uma ação denominada “Volvo Extreme” convidou 200 clientes do setor e jornalistas para apresentar a sua linha F – de caminhões vocacionais FH e FMX e VM – em ação. A empresa apresentou os serviços que oferece ao mercado para manter os modelos da marca o maior tempo disponíveis. Um deles, por exemplo, é o atendimento remoto de campo, porque nesse tipo de operação é prejuízo para o cliente se o caminhão tiver de parar numa concessionária. E o pós-venda da Volvo também pode comemorar, já que a cada 10 caminhões vendidos, 8 saem com plano de manutenção.

Um dos pontos destacados pela Volvo em sua linha de produtos é a sexta geração do câmbio automatizado I-Shift, que chegou em 2017 com novas engrenagens e componentes reforçados para que a seja capaz de suportar a operação mais extrema. Sua inteligência está no fato de ser possível programá-la para cada perfil de operação fora de estrada. A I-Shift aterrissou em terras brasileiras em 2003 e apesar de até hoje ser oferecida como item opcional, está presente em praticamente 100% dos caminhões novos da marca.

Renovada para o segmento off road, a I-Shift da 6ª geração possui versões de 13 e 14 marchas, sendo a primeira Overdrive com uma marcha superreduzida, e a segunda Direct Drive com duas marchas superreduzidas.

Outra boa nova é que graças a essa inteligência da sexta geração da caixa I-Shift, os caminhões estão cerca de 7% mais econômicos. O I-See sistema agregado à transmissão é capaz de gravar a topografia da estrada e quando o caminhão passa pela mesma rota novamente, entende exatamente como deve se comportar, afim de reduzir consumo de combustível.

O Volvo VM 32 t, mais robusto para enfrentar às demandas off road, e o VM Autônomo também foram expostos aos clientes durante o “Volvo Extreme”. A transmissão desses modelos permanece a I-Shift de 5ª geração, por a Volvo considerar que ainda há caixa de sobra para as atividades que esses modelos são direcionados.

Cadeia de suprimentos

Com o aumento da demanda por caminhões, alguns modelos da linha F poderão só ser entregues em outubro. Há outros modelos que só terão disponibilidade a partir de 2019.

De acordo com Bernardo Fedalto, diretor comercial de caminhões da Volvo do Brasil, alguns componentes da I-Shift enfrentam um gargalo devido à alta demanda, sobretudo nos EUA e países da Europa, onde houve aquecimento de mercado. Nacionalizar a produção dos componentes da caixa ainda não é vantagem para o grupo, uma vez que encareceria demais o produto. Além disso, o Brasil ainda não está totalmente aquecido como anos passados.

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Andrea Ramos
Jornalista especializada em veículos comerciais, apaixonada por caminhões e punk rock, e mãe do B e do Ben.