Além dos altos impostos praticados, a falta de segurança é outro problema enfrentado pelas empresas que atuam no setor logístico brasileiro. Quem faz a associação é a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), que elaborou um estudo no qual coloca o Brasil na lista dos dez países com maiores incidências de roubo de carga; gerando perda de competitividade e contribuindo para negativar a imagem do país.

No ano de 2015, 19,2 mil ocorrências foram registradas no Brasil, gerando um custo de R$ 1,21 bilhão, nos cálculos da federação. A região Sudeste é a campeã em casos, com 85,8% dos registros, totalizando 16.508, e custo superior a R$ 1 bilhão. Comparado ao levantamento realizado em 2011, o aumento das ocorrências foi de 51,8%.
Somente no estado do Rio de Janeiro, 7.225 ocorrências foram registradas em 2015 (37,5% do total) ao custo de R$ 453,5 milhões. Entre 2011 e 2015, conforme gráfico 1, o estado registrou um crescimento de 134,8% no número de roubos de cargas, segundo dados do ISP-RJ (Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ).

Fatores determinantes para o aumento de ocorrências:

  • Número insuficiente de agentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) que, no Rio de Janeiro, sofreu redução de 36% nos últimos cinco anos;
  • Crescimento do crime de receptação e armazenamento de mercadorias roubadas, que ainda carece de punições e Leis mais rígidas;
  • Estrutura forte e altamente atuante do crime organizado;
  • Polícias (civil, militar e PRF) equipadas com materiais obsoletos

Na lista dos dez países com maior índice de roubo de cargas, o Brasil ocupa a oitava posição, ao lado do Iraque.  

 

 

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Diogo Mendes
Jornalista, pai da Jhuly (Shih Tzu) e apaixonado por caminhão, Muay Thai, skate, churrasco e suco de laranja.