Constellation 17.250, Euro III, parte de R$ 126 mil

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Seguindo a série Baú da TRANSPORTE MUNDIAL, hoje você confere o mercado para o Volkswagen Constellation 17.250, que deixou de ser produzido em 2012. 


Na configuração 4×2 é equipado com motor Cum­mins Interact 6.0 Euro 3, com 250 cv a 2.500 rpm, sempre foi um dos campeões de vendas da marca. Com o PBT (Peso Bruto Total) de 16.000 kg, esse caminhão tem sido mais utilizado para o transporte de carga seca, produtos frigoríficados e hortifrutigranjeiros. “Não recomendo usar implementos com mais de 6,8 m de comprimento, pois pode sobrecarregar o veículo. Antes de comprar o caminhão, a pessoa precisa ter certeza de qual aplicação a que ele será destinado. A maior necessidade é carregar peso ou carga volumosa?”, ensina Marcos Cubas, vendedor da Serpova Caminhões.


O 17.250 não existe apenas na configuração toco. “Este é um caminhão bem versátil, pode ser encontrado como toco, trucado (por terceiros, já que o 6×2 de fábrica tem o nome de 24.250) e cavalo mecânico. Ele trabalha bem com tudo, pode ser engatado a qualquer carreta, inclusive de madeira, que ele anda bem”, diz Luiz Porcino, vendedor da Westtruck. “O Volkswagen 17.250 é bom para estradas e aguenta bem aclives. Tem um bom torque”, diz Porcino.

O Volkswagen 17.250 apareceu pela primeira vez na Fenatran (Salão Internacional do Transporte) em 2005, bem antes de a marca ser comprada pelo grupo alemão MAN. Seu desenvolvimento veio desde a época do VW 16.170, caminhão, na época, muito procurado para coleta de lixo e transporte de bebidas. Mas suas limitações de carga fizeram com que a fabricante desenvolvesse outros modelos, o 17.220 e o 17.250, marcando o término da fase Euro 2 e partindo para a Euro 3.

Um dos maiores diferenciais desse caminhão é a cabine, batizada de Constellation nas gerações mais novas. Pode ser encontrada, até mesmo hoje, nas revendas de usados, no modelo simples ou na versão leito e com teto alto. O primeiro degrau é mais baixo no 17.250, sem precisar de um salto para alcançar a escada, que é mais larga do que as de seus antecessores. Uma pessoa com 1,95 m de altura pode ficar em pé na cabine, e na versão leito, descansar em uma cama com 2 m de comprimento. O banco do motorista conta com suspensão pneumática e o do carona tem regulagem mecânica.

Segundo Porcino, um item do caminhão que chama a atenção dos clientes na hora de escolher o seu veículo é o computador de bordo. O “cérebro” do caminhão informa o consumo de combustível, velocidade média, tempo total de viagem e distância rodada. “Hoje encontramos vários computadores de bordo, mas este, aliado a todos os outros componentes do 17.250, faz desse um caminhão mais completo”, diz Porcino.

A manutenção também pesa no momento da compra. Fácil, por ser todo mecânico, achar peças não é nenhum desafio, nem achar um mecânico que mexa no caminhão não é difícil, não ficando  o seu dono preso à rede autorizada VW. As peças não são tão caras, pois como saiu de linha há pouco tempo, ainda há produção de todos os itens do 17.250. Tudo isso contribui para que o caminhão ainda tenha um bom volume de vendas nas lojas de usados. “Procuram bastante esse modelo, porque ele vai bem com tudo. É robusto, aguenta bastante carga e vários implementos. Não consigo achar nenhum ponto negativo nesse veículo”, exagera Cubas. Dependendo do ano do veículo, os valores estão por menos de R$ 100 mil. 

FASE EURO III
O Volkswagen 17.250 ficou seis anos nas concessionárias de novos, enquanto a legislação permitiu. Os valores mudaram bastante no decorrer dos anos. Hoje, o caminhão, ano 2011, é encontrado no mercado de usados, a partir de R$ 126 mil.