Vendas de caminhões caem 5,83% no Brasil em setembro

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Em setembro a indústria de caminhões vendeu 8.445 veículos. Isso significa uma retração de 5,83% quando se compara com o mês de agosto. Naquele mês, as vendas de caminhões somaram 8.968 unidades. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pela Fenabrave. A entidade representa os distribuidores de veículos no País.

Do mesmo modo, a retração ainda aparece quando se compara setembro deste ano com o mesmo mês em 2022. Ou seja, queda de 23,84%. No ano passado, o setor vendeu 11.088 caminhões.

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Ainda há queda nos resultados, quando se compara a soma das vendas de janeiro a setembro deste ano com o ano passado. Em outras palavras, no acumulado de 2023 foram vendidos 75.870 caminhões. Ou seja, queda de 17,53% quando se compara às 91.922 unidades comercializadas no ano passado.

O presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Jr, diz que o mercado ainda passa por ajustes, devido à introdução da Euro 6. “O segmento veio de dois anos muito positivos. Mas o crédito restrito e o ajuste de preços dos novos modelos afetaram o desempenho do mercado”, diz Andreta.

Ônibus em recuperação

Vendas de caminhões em setembro caem 5,83%
Vendas de ônibus crescem no acumulado, mas em setembro teve queda

Do mesmo modo, as vendas de ônibus em setembro retraíram em setembro. Nesse sentido, a indústria vendeu 1.795 modelos. Assim resultando na queda de 4,01% frente ao mês de agosto, quando foram emplacados 1.870 ônibus.

E quando se compara setembro deste ano com mesmo mês em 2022, também há queda. No ano passado, o setor de ônibus negociou 2.437 unidades. Ou seja, queda de 26,34%.

Por outro lado, no acumulado, os números são positivos. Assim, entre janeiro e setembro, os fabricantes de ônibus negociaram 18.847 unidades. Resultado 23,70% maior frente ao mesmo período, no ano passado, quando as marcas emplacaram 15.236 ônibus.

Para o presidente da Fenabrave isso mostra um momento de consolidação do mercado. “Esse foi um segmento muito impactado pela pandemia. Mas que vem se recuperando”, diz.

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