VM 32 t mira a retomada da construção civil

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A Volvo acrescenta mais um membro à família VM com a capacidade de PBT (Peso Bruto Total) de 32 t. Essa nova versão, que foi projetado em menos de um ano, chega como aposta da Volvo no crescimento da economia, com a retomada da construção civil. Também é uma resposta da fabricante aos anseios dos clientes do setor.
 
O VM off-road tem a função de auxiliar nas múltiplas tarefas da construção civil, porém, graças ao seu DNA para aplicações pesadas, a Volvo no futuro quer preparar o modelo para atuar também no transporte de madeira. Hoje, seu principal mercado é o de caçamba, mas ele também está preparado para atuar com tanque e guindaste dentro da construção.

O VM 32 t tem predicados que vão conquistar o mercado da construção civil e que tornam diferenciais em relação aos concorrentes. Um desses atributos é ser entre 275 e 1.050 kg mais leve em relação aos seus competidores. Isso foi possível graças ao chassi em aço LNE 60 que permitiu reduzir a tara do caminhão.

O motor é um MWM de 6 cilindros em linha e 7,2 litros que desenvolve potência de 330 cv a 2.200 rpm e torque de 133 mkgf de 1.200 a 1.600 rpm. Outra novidade é a transmissão inteligente I-Shift de série nessa nova versão do VM. Essa caixa dispõe de diferentes opções de software, o que permite adequá-la a cada perfil de operação da construção.


O caminhão configurado 6×4 compartilha  componentes do FMX – versão extrapesada da Volvo para aplicações mais severas. Entre eles estão transmissão automatizada, eixos trativos com redutor nos cubos e o eixo dianteiro de viga reta. Completa a robustez do componente o bloqueio de diferencial entre rodas e entre-eixos – sistemas que auxiliam o caminhão a sair de atoleiros, comuns nessas aplicações.

A suspensão dianteira de molas parabólicas, amortecedores de dupla ação e barra estabilizadora é dimensionada para 8 t. A suspensão traseira é composta por feixe de molas semielípticas com três lâminas e projetada para suportar 24 t – mais robusta e simplificada, uma vez que, quando houver necessidade de manutenção, é possível trocar apenas uma das lâminas. 

Como nessas operações o caminhão raramente anda em pista plana, o VM possui freios a tambor Z came, os quais, dependendo da necessidade, podem trabalhar em conjunto com o freio-motor VM-EB. Vale ressaltar que os cilindros dos freios traseiros foram montados sobre os eixos, posição que garante maior proteção dos componentes, sobretudo de obstáculos no solo.

O vão livre maior na área sob os eixos ajuda na operação mais segura em estradas sem asfalto para proteger toda a parte inferior do caminhão. A viga do eixo dianteiro é reta, o que permite deixar o caminhão mais alto. O ângulo de ataque do modelo é de 25°. Com o balanço traseiro curto, que facilita a implementação de caçambas basculantes, o VM conta com inúmeras opções de tomadas de força, uma tela de proteção do radiador reforçada, protetor de cárter de série e lanternas traseiras em LED. O caminhão possui CMT (Capacidade Máxima de Tração) de 52 t e as relações de diferencial de 4,12:1, 4,55:1 e 5,41:1.

O BRASIL PARA O VM 32 T
O Volvo VM 32 t vai disputar mercado sobretudo com Mercedes-Benz Axor 3131 e MAN Constellation 31.330 (veja quadro). Bernardo Fedalto, diretor de caminhões da Volvo do Brasil, acredita que, apesar de a economia ainda se encontrar estagnada, a retomada do mercado de caminhões pesados – que contabiliza queda de 70% entre 2015 e os primeiros cinco meses deste ano – virá do segmento da construção, razão de ser um bom momento para lançar o novo VM.

O segmento de caminhão pesado contabilizou 15.000 unidades vendidas, sendo que a categoria entre 30 e 32 t representou 7% de participação desse montante, algo entre 800 e 1.000 unidades vendidas. Se o mesmo se repetir neste ano, a Volvo quer 20% de participação com o novo produto, ou seja, vender algo em torno de 200 unidades do modelo nos próximos seis meses de 2016.

“A construção  civil é um setor que precisa de caminhões com capacidade de carga intermediária e adequada a aplicações em que a intensidade e a severidade não exigem veículos de maior potência”, ressalta Álvaro Menoncin, gerente de engenharia de vendas da Volvo América Latina.

CONCORRENTES
A Volvo vai entrar num segmento liderado pelas grifes alemãs Mercedes-Benz, com o Axor 3131 e o VW Constellation 31.320, ambos caminhões traçados. O líder Axor 3131 é oferecido ao mercado nas versões plataforma, basculante e betoneira. Possui PBT de 31,5 t e é equipado com motor de 310 cv. A transmissão é a Powershift automatizada, e os eixos traseiros possuem redutores no cubo de roda.

Já o representante da MAN Latin America tem PBT de 30,5 t e é equipado com motor de 330 cv. A transmissão é a ZF manual de 16 velocidades.

Photography by Du Ribeiro