
Os caminhões emplacados em março representam vendas de pelos menos três meses anteriores. A queda de emplacamentos devida à pandemia ainda será sentida nos próximos meses. Isso, porque o emplacamento ocorre após a carroceria ficar pronta, principalmente nos modelos chassi rígido.
Assim, o recuo de 0,37% está mais relacionado aos modelos cavalo mecânico em comparação ao mês de fevereiro. Em março foram emplacadas 6.438 unidades em março, -6,2% em relação a fevereiro, um mês com menos dias úteis e com feriado de Carnaval.
Segmento 6×2 foi o único a crescer

No segmento de caminhões semipesados, 6×2 principalmente, houve aumento de 6,1%, pois são modelos fundamentais para o abastecimento das cidades. A Volkswagen Caminhões, como adiantou o vice-presidente de vendas e marketing Ricardo Arouche, teve crescimento de 36,6% na alinha Constellation. Não foi diferente com a Mercedes-Benz, por exemplo, com a linha Atego, que teve crescimento de 10,9%, como o vice-presidente de vendas e marketing, Roberto Leoncini já havia antecipado para a revista TRANSPORTE MUNDIAL no final de 2019.

As vendas de caminhões novos no Brasil recuaram 0,37% em março na comparação com fevereiro. No mês passado, foram emplacadas 6.484 unidades, ante as 6.507 registradas em fevereiro. No acumulado do ano, a queda foi de 5,62%.
Em números absolutos, nos três primeiros meses de 2020 foram vendidos 1.201 caminhões a menos que no mesmo período de 2019. As vendas de ônibus também caíram.
Ninguém tem uma bola de cristal para saber quando o mercado vai voltar ao normal, mas, uma coisa é certa. Vai voltar com muita força, pois a necessidade de reabastecer os mais de 5.500 municípios do País será necessário.














