O volume de cargas que deixou de percorrer as estradas do País sofreu redução de 38,69% nas últimas três semanas. O número foi divulgado ontem à tarde e se refere ao novo levantamento do Departamento de Custos Operacionais da NTC&Logística (DECOPE). A pesquisa abrange acompanhamento diário com centenas de empresas transportadoras pelo País e de acordo com a entidade, a velocidade de uma semana para a outra preocupa.

Cargas fracionadas

As cargas fracionadas de pequenos volumes, entregas se destinam a pessoas físicas e a distribuidores, lojas de rua e de shoppings, além de supermercados, dentre outros estabelecimentos, sofreram queda de a 40,16%.

Já a lotação, cargas que ocupam toda a capacidade dos veículos, a pesquisa apontou queda de 39,24%. Segundo a entidade, essa retração indica desaceleração do agronegócio, do comércio geral e de grande parte da indústria.

O presidente da NTC&Logística, Francisco Pelúcio, disse que em 78  anos de vida nunca  tinha enfrentado uma crise como essa que o mundo atravessa com a pandemia da Covid-19. Destacou que a necessidade de se isolar para viver, e ao mesmo tempo ter recursos para sobreviver, torna a situação mais dura ainda.

“Sabemos que é difícil não sermos atingidos por essa crise, mas temos que continuar, dentro das possibilidades, abastecendo o País”, acrescentou.

De acordo com Pelúcio, a entidade vem trabalhando em conjunto com todas as entidades parceiras para cobrar do governo medidas que ajudem o transporte de cargas neste momento.

A NTC&Logística reúne cerca de 4.000 empresas de transporte associadas direta e indiretamente e mais de 50 entidades patronais. Conta também com uma gama de fornecedores e embarcadores em todo o País, num total de 10.500 empresas que operam mais de 1 milhão de caminhões.