Renault Trafic vai longe

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Há versões para passageiros e cargas

Há versões para passageiros e cargas

A Mercedes-Benz e a Iveco são empresas com tradição no segmento de veículos comerciais, portanto, conseguem fazer um bom trabalho no segmento de furgões também. Fora elas, no Brasil apenas duas grandes fabricantes de automóveis também conseguem sucesso nos comerciais leves: Fiat e Renault. As demais são um fiasco quando tentam trabalhar nesse segmento mais profissionalizado.

Porém, ultimamente, a Renault vem se sobressaindo e um dos primeiros resultados é o fato do Renault Master ter tirado a tradicional liderança do Fiat Ducato. Mas, para a Renault avançar nesse segmento no Brasil falta uma linha mais completa de produtos, como ela tem na Europa. Por isso, apresentamos agora um teste feito com o novíssimo Renault Trafic pela nossa revista-irmã TRANSPORTE MUNDIAL da Espanha.

O Renault Trafic já foi comercializado no Brasil, na década de 1990, com a marca Chevrolet e depois como Renault. Atualmente, na gama Renault, ele ocuparia uma posição entre o Kangoo e o Master. Desde o primeiro lançamento do Trafic já se passaram 34 anos 1,6 milhões de unidades produzidas, mas sempre sendo renovado, sendo a última vez, no ano passado.

Nesta última rejuvenescida, ele ficou 11 cm maior. As versões avaliadas (uma de carga e outra de passageiro) têm 3 098 mm e teto baixo (1 971 mm de altura), indicada para rotas que exigem agilidade e de pouco espaço, pois esta versão mostrou-se tão ágil como um automóvel médio. A sua plataforma de carga tem 
2 537 mm de comprimento e é separada do espaço do motorista por uma chapa de aço. O PBT é de 2 920 kg, com capacidade de carga útil de 1 162 kg. 

No habitáculo, vão confortavelmente o motorista e mais dois ocupantes, todos com cintos de segurança de três pontos e apoio de cabeça. O painel de instrumentos foi totalmente renovado e nele não faltam as novas tecnologias, podendo incorporar a central multimídia Media Nav que reúne navegador de GPS com tela de 7 polegadas, Bluetooth, sistema de áudio com entrada USB.
O painel central possui suporte para a colocação de tablets ou smartphones Na parte central, há um apoio para prancheta, pasta ou tablet. Para melhorar mais ainda o espaço de trabalho dentro do habitáculo, o banco do meio pode ter o encosto rebaixado, virando um espaço para apoiar material de trabalho e um notebook. 

DOWNSIZING
E, na era da busca de economia de combustível e do downsizing (motores menores, porém mais eficientes), o propulsor de 1,9 litro foi trocado por um moderno 1,6 também a diesel, com turbo de geo­metria variável com potências de 90 cv e 115 cv.
 
O mesmo motor é oferecido em versões com Twin Turbo (dois turbos) com potências de 120 cv e 140 cv. Nesse caso, a primeira turbina atua na fase de aceleração e durante as retomadas de velocidades até 1 300 rpm, alcançando 87,5 cv de potência. A partir daqui entra a segunda turbina para manter o motor na faixa plana de torque, geralmente em velocidade de cruzeiro.
 
O consumo no teste foi bastante satisfatório, com 16,9 km/l em plena carga e uso urbano. O que ajudou bastante nesse resultado é o Stop&Start que desliga o motor quando o veículo para, por exemplo, em semafóro ou engarrafamento, ligando imediatamente assim que o motorista tira o pé do freio ou toca no acelerador. Outra tecnologia é o ECO. Basta acionar a tecla ECO, que o motor trabalhará irá trabalhar no melhor regime para economia de combustível. Soma-se a isso os pneus de baixa resistência.

O comportamento é o esperado de um furgão do seu porte, com suspensão dianteira McPherson com barra estabilizadora e eixo traseiro de torção. O pacote tecnológico presente no Trafic, se comparado com os furgões vendidos no Brasil, só é visto no Mercedes-Benz Sprinter. O Renault conta com ESP (Controle Eletrônico de Estabilidade) repartidor eletrônico de frenagem e ABS, tudo de série em todas as versões.  

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Marcos Villela
Jornalista técnico e repórter especial no site e na revista Transporte Mundial. Além de caminhões, é apaixonado por motocicletas e economia! Foi coordenador de comunicação na TV Globo, assessor de imprensa na então Fiat Automóveis, hoje FCA, e editor-adjunto do Caderno de Veículos do Jornal Hoje Em Dia e O Debate, ambos de Belo Horizonte (MG).