O mercado brasileiro de caminhões fechou os primeiros dez meses de 2025 com 92.317 unidades emplacadas. Ou seja, volume 8,04% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o setor somava 100.390 vendas.
Mas apesar disso, o mês de outubro trouxe uma sensação moderada de recuperação. Foram 10.462 caminhões licenciados. O que representa uma alta de 9,07% em relação às 9.592 unidades de setembro.
No entanto, esse avanço pontual ainda não foi capaz de reverter a tendência de retração quando se observa a comparação anual. Em outubro de 2024, o setor havia emplacado 11.339 caminhões — ou seja, o ritmo atual ainda está 7,73% abaixo do verificado no ano passado. O cenário reflete a estratégia de cautela adotada por transportadores e frotistas diante do ambiente de juros altos, crédito caro e menor previsibilidade dos negócios.
Extrapesados são o segmento mais impactado
O impacto é mais evidente no segmento de extrapesados. Afinal, historicamente dominante no mercado e importante indicador de investimentos de grande porte no transporte rodoviário de cargas. A permanência da taxa Selic tornou o financiamento de modelos pesados menos viável, sobretudo para operações com margens pressionadas e prazos longos de amortização. Como reflexo, muitas empresas têm optado por prorrogar a renovação de frota, recorrer ao mercado de usados ou adotar locação como alternativa.
Esse contexto abriu espaço para outro movimento relevante em 2025. O fortalecimento do segmento de caminhões menores. Com menor custo de aquisição, uso versátil e forte presença em rotas urbanas, regionais e de distribuição, os médios ganharam representatividade ao longo do ano.
O modelo VW Delivery 11.180 traduz esse movimento ao assumir a liderança no ranking geral de vendas até outubro com mais de 5,5 mil unidades. Dessa forma, superando os tradicionais o Volvo FH 540, que ocupa a vice-liderança com 4.565 unidades.

















