Pequenos transportadores puxam operações da Scania no Move Brasil

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Em apenas três semanas de operação, o Banco Scania protocolou 943 operações de crédito que somam R$ 923 milhões em financiamentos no Move Brasil 2. O volume praticamente iguala o registrado durante toda a primeira fase do Programa, quando a instituição movimentou cerca de R$ 1 bilhão.

Procura de produtos Scania superou expectativas

Segundo Oscar Jaern, presidente da Scania Serviços Financeiros, a procura superou as expectativas e provocou um aumento de 100% nas solicitações de crédito recebidas pelo banco. Na primeira edição do programa, o crescimento havia sido de aproximadamente 60%.

Além do volume de recursos liberados, os números revelam o perfil predominante dos clientes que aderiram ao programa. Das 943 operações protocoladas até meados de junho, resultaram pedidos para 955 caminhões, 86 implementos rodoviários e 33 chassis de ônibus e 34 carrocerias.

A relação próxima de um veículo por operação demonstra a forte presença de pequenos e médios transportadores e indica baixa concentração de compras por grandes frotistas.

De acordo com Jaern, entre 80% e 85% das operações de crédito da marca já são tradicionalmente destinadas a clientes de varejo, característica que vem se repetindo nesta segunda etapa do Move Brasil.

Scania considera Move Brasil importante ferramenta de renovação de frota

Para a fabricante, a iniciativa vai além do estímulo às vendas. A empresa considera o programa uma importante ferramenta de renovação da frota brasileira, ao favorecer a substituição de veículos mais antigos por modelos equipados com tecnologia Euro 6, que oferecem menores níveis de emissão de poluentes e recursos mais avançados de segurança.

O ritmo das contratações já consumiu aproximadamente metade dos recursos disponibilizados pelo governo para o Move Brasil 2. No segmento de ônibus, a procura é ainda mais intensa, com cerca de 75% da verba destinada à modalidade já comprometida.

Apesar da forte demanda, a Scania avalia que conseguirá administrar o fluxo de pedidos sem impactos significativos na produção. Isso porque a reserva dos recursos ocorre antes da entrega dos veículos, permitindo distribuir os faturamentos ao longo dos próximos meses.

Questionado sobre a possibilidade de uma terceira etapa do programa, Oscar Jaern não fez  previsões. Para ele, a atividade de transporte continua aquecida, mas os juros elevados seguem dificultando os investimentos. Nesse cenário, o Move Brasil tem servido como incentivo para empresas que vinham adiando a renovação da frota devido ao alto custo do crédito.

Enquanto acompanha os desdobramentos do programa, a Scania já prepara ações comerciais para a Fenatran 2026. A fabricante confirmou que apresentará condições especiais durante a feira, mantendo a estratégia de combinar financiamento, consórcio e outras soluções financeiras.