Adição de 15% de biodiesel ao diesel pode elevar risco de adulteração

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A adição de 15% de biodiesel ao diesel (B15), que entra em vigor nesta quinta-feira, 1º de agosto, acende um alerta sobre o risco de aumento na adulteração de diesel em todo o país. O alerta vem do Instituto Combustível Legal (ICL) que afirma que, caso não haja fiscalização rigorosa, o volume de fraudes ao combustível pode crescer significativamente.

Segundo o Instituto, a logística complexa e a fiscalização precária aumentam a vulnerabilidade do mercado de combustíveis no Brasil. Além disso, o transporte rodoviário, predominante nas regiões Centro-Oeste, Norte e interior do Nordeste, facilita desvios e fraudes.

Emerson Kapaz, presidente do ICL, lembra que a adulteração afeta o desempenho dos motores, bem como eleva as emissões e aumenta os custos de manutenção. Ele ressalta ainda que a prática representa grande perda de arrecadação para o país.

Diante disso, ele defende ações integradas entre ANP, Receita Federal, Polícia Rodoviária e governos estaduais. O objetivo é combater fraudes e garantir a qualidade dos combustíveis no país.

Por fim, o ICL alerta que a maior presença de biocombustíveis exige controle técnico e regulatório rigoroso, da produção ao consumidor final.

Produção de biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel no Brasil tem apresentado um crescimento expressivo nos últimos anos, impulsionada pelo aumento da mistura obrigatória no diesel fóssil.

Em 2024, a produção superou a marca de 9 milhões de m³, um aumento de 20,4% em relação a 2023, quando foram produzidos 7,52 milhões de m³. Foi o segundo ano consecutivo com crescimento acima de 20% no setor.

Para 2025, as expectativas são de que a produção continue a crescer, podendo atingir 10 milhões de m³. Por fim, essa projeção acompanha a elevação do percentual  de mistura de biodiesel no óleo diesel, que passou de 14% (desde março de 2024) para os 15% a partir de amanhã (01 de agosto).