Lula aposta no biodiesel para reduzir dependência do diesel fóssil no País

Em visita ao Instituto Mauá de Tecnologia, o presidente Lula acompanhou os testes que avaliam elevar a mistura de biodiesel

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O Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul (SP), iniciou uma etapa considerada estratégica para o futuro do biodiesel no Brasil. A instituição foi escolhida pelo governo federal para integrar o grupo responsável pelos ensaios que vão verificar o comportamento de motores operando com misturas superiores às atuais B15.

Assim, ao longo de aproximadamente 300 horas de funcionamento, os pesquisadores vão avaliar desempenho, consumo, durabilidade e confiabilidade dos motores abastecidos com teores mais elevados de biodiesel. Os resultados servirão de base para uma eventual autorização do aumento da mistura obrigatória para B20 ou até B25.

A iniciativa integra a estratégia do governo para ampliar a participação dos combustíveis renováveis sem comprometer a operação da frota nacional.

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Lula coloca biodiesel no centro da política energética

Durante a visita, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil reúne condições únicas para liderar a produção mundial de combustíveis renováveis. Dessa forma, reduzir, gradativamente, a dependência do diesel derivado de petróleo.

“Podemos preparar o País para viver cada vez mais com combustíveis renováveis.”

Na avaliação do mandatário, o biodiesel representa uma oportunidade para transformar a riqueza agrícola brasileira em energia para o transporte.

“Nós temos capacidade de produzir combustível a partir da soja, da macaúba, da mamona e de diversas outras culturas”, lembrou.

Mais biodiesel significa mais soberania

Lula relacionou a expansão do biodiesel à segurança energética do País. Segundo ele, conflitos internacionais demonstram como a dependência do petróleo expõe a economia às oscilações de preços.

“O preço da guerra chega ao preço do diesel e, depois, ao preço dos alimentos. Quanto mais combustível renovável produzirmos aqui, menor será nossa dependência do mercado internacional.”

O presidente afirmou ainda que o Brasil pode construir uma matriz energética mais segura utilizando matérias-primas produzidas internamente. “O mundo pode se libertar do combustível fóssil, e o Brasil pode liderar essa transformação.”

Transporte rodoviário pode ganhar alternativa de menor emissão

Embora os testes tenham foco técnico, a eventual aprovação do B25 poderá ampliar o uso de combustível renovável em uma frota que depende majoritariamente do diesel para movimentar cargas e passageiros.

Além da redução da participação do diesel mineral, a medida tende a estimular investimentos na cadeia produtiva do biodiesel. Ou seja, que envolve produtores rurais, usinas e distribuidores.

Para Lula, o avanço representa uma oportunidade para posicionar o Brasil como fornecedor global de soluções para a descarbonização do transporte pesado.

“Quando esses testes comprovarem a eficiência do nosso combustível, vamos mostrar ao mundo que o Brasil tem uma alternativa limpa, competitiva e produzida dentro de casa.”

Com isso, o governo busca transformar o aumento da mistura de biodiesel não apenas em uma política ambiental, mas também em uma estratégia de desenvolvimento industrial, geração de renda no campo e fortalecimento da soberania energética nacional.