Librelato lança Evolut 2026 e aposta na diversificação de produtos

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A Librelato apresenta a nova Série Evolut 2026 com a meta de entregar mais eficiência, mais leveza e maior rentabilidade por quilômetro rodado. Entretanto, para além do pacote técnico — que inclui reduções de tara que chegam a 630 kg — o grande destaque está no processo de desenvolvimento, que, segundo João Librelato, diretor comercial e de marketing da companhia, mudou de patamar.

O diretor explica que a engenharia passou a atuar ombro a ombro com clientes no campo, entendendo aplicações reais, dores específicas e gargalos operacionais. Além disso, a marca estruturou o programa “Quem Carrega o Brasil, Carrega com Librelato”, que transformou críticas, sugestões e relatos operacionais em soluções incorporadas à Evolut 2026.

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Design ganha função aerodinâmica e reforça identidade

Lançamento Librelato
Nova gama da Librelato chega em 2026 ao mercado

Nesse sentido, João Librelato afirma que o design deixou de ser apenas estética e passou a atuar como ferramenta de eficiência. Além disso, a marca padronizou a identidade da nova série com uma tag Evolut 2026 presente em todos os produtos.

Entre os exemplos práticos, o executivo cita a linha tanque, que agora oculta a recuperadora de vapor dentro da estrutura. A mudança melhora a fluidez aerodinâmica, reduz riscos de impacto e diminui peso. Já no graneleiro, o formato do chassi e da caixa de carga foi reprojetado para aumentar a durabilidade e evitar perdas de produto.

Além disso, as dobras estruturais dos basculantes ficaram mais rígidas. Assim, amplia a resistência em operações severas, principalmente mineração e brita.

Leveza e robustez formam o eixo técnico da nova série

Ademais, a companhia destaca que o graneleiro ficou até 200 kg mais leve, o rodotrem basculante perdeu 300 kg e o porta-contêiner atingiu a maior redução de 630 kg na versão de 12 pinos. Do mesmo modo, o tanque evoluiu com até 500 kg a menos nas versões de bitrenzão.

Librelato expande atuação onde tinha menor presença

Embora a marca lidere em grãos, João Librelato revela que a empresa acelerou investimentos em nichos onde a participação era menor.

Nesse sentido, o executivo cita três movimentos claros. Atuar forte na mineração e agregados. Por isso os basculantes receberam reforços, nova geometria e setorização para operações severas. Assim como o transporte de bebidas e cargas industriais com o novo sider totalmente especificado para atender a esses segmentos. E o porta-contêiner e operações portuárias que chegam agora mais leves, com LED reposicionado e mesa de pino-rei otimizada.

Na linha de grãos, em que a Librelato lidera, a empresa renovou incorporando soluções de vedação e maior resistência a corrosão.

Agro cai mas deve retomar em 2026

João Librelato revela um dado que ajuda a entender a estratégia da Librelato. O agronegócio caiu de 70% para 45% de representatividade nos negócios da implementadora.

A retração decorre da taxa de juros alta e da queda de investimentos de grandes grupos agrícolas. Entretanto, ele acredita numa retomada significativa já em 2026, impulsionada por renovação e não por expansão.

Apesar disso, a empresa reduziu a dependência do agro ao fortalecer com esses produtos renovados segmentos da mineração, construção civil, transportes gerais e portuário, por exemplo.

Visão de mercado: primeiro semestre travado, segundo semestre aquecido

João Vitor Librelato - Diretor Comercial e Marketing
Para João Librelato a retomada é possível, a depender da redução da Selic e da dinâmica do agro

O executivo da Librelato avalia que 2025 começa com juros ainda altos. Todavia, ele prevê uma curva positiva a partir do segundo semestre.

“O primeiro semestre será tímido. Mas o segundo vem com recuperação mais forte possível redução de taxa e mais confiança para investir”, afirma.

Exportação cresce e Librelato mira novos continentes

A marca reforça ainda suas operações internacionais e promete ampliar mercados. João confirma que a Argentina já teve forte entrada em 2024 e que a Librelato prepara rota para novos países. Nesse sentido, mira a longo prazo entrar em países da América do Norte.

Ele adianta que a fábrica em Guarulhos, São Paulo, reforça a estratégia logística e acelera a exportação. “Queremos repetir lá fora o que fizemos no Brasil. Ter rede, concessionário, pós-venda e operação forte”, afirma.