A cidade de São Paulo ampliou sua frota de ônibus elétricos com a entrega de mais de 110 veículos ao sistema municipal de transporte coletivo. E entre os novos veículos, 25 unidades são da BYD. O lote inclui 24 ônibus do modelo D9W e, sobretudo, a estreia do articulado elétrico BC22 no transporte coletivo brasileiro. Durante o evento, o prefeito Ricardo Nunes embarcou no novo modelo, destacando o avanço da tecnologia elétrica na maior cidade do País.
Além disso, as operadoras Express, Alfa Rodobus e Viação Campo Belo passam a utilizar os veículos no sistema municipal. Dessa forma, ampliando a presença da tração elétrica nas linhas urbanas.
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BC22 estreia no País com alta capacidade
O grande destaque da entrega foi o BC22, ônibus elétrico articulado de 22 metros desenvolvido para corredores urbanos com grande fluxo de passageiros. O modelo utiliza propulsão elétrica da própria BYD e incorpora a bateria Blade, tecnologia que reúne ganhos em durabilidade e eficiência energética.

Ademais, o conjunto permite autonomia de até 350 quilômetros por carga. Enquanto a recarga leva entre uma hora e meia e duas horas, dependendo da infraestrutura disponível.
Além da capacidade ampliada, o sistema articulado, conhecido popularmente como “sanfona” aumenta a flexibilidade nas manobras e facilita a circulação em vias urbanas complexas. Dessa forma, operadores conseguem transportar mais passageiros sem comprometer a fluidez nas rotas.
Segundo Marcello Schneider, diretor de veículos comerciais e solar da BYD Brasil, a entrada do modelo representa um avanço importante para a mobilidade elétrica no País.
“Estamos falando de um ônibus articulado preparado para operar em corredores intensos e equipado com uma tecnologia de bateria que combina segurança, eficiência e robustez”, afirmou o executivo.
D9W já existe nas ruas da capital
Enquanto o BC22 estreia no sistema, o modelo D9W já possui presença consolidada no transporte público de São Paulo.
Com quase 13 metros de comprimento, o ônibus transporta até 80 passageiros e oferece autonomia de aproximadamente 250 quilômetros por carga. Ademais, o tempo de recarga completa varia entre duas e três horas. O que permite ciclos de operação adequados ao transporte urbano.
O veículo também traz freios regenerativos, que recuperam energia durante as frenagens, além de arquitetura Low Entry, com piso rebaixado para facilitar o embarque de passageiros. A suspensão pneumática ajustável contribui para maior estabilidade e conforto ao longo do trajeto.

















