A história da Buzin Transportes começou há cerca de 58 anos no interior do Rio Grande do Sul. A empresa nasceu na região de Pedras Brancas, em São Marcos, quando o avô de Leonardo Busin decidiu investir no transporte rodoviário de cargas e adquiriu o primeiro caminhão.
Posteriormente, o negócio passou para a segunda geração da família, formada pelo pai e pelo tio do atual gestor. Em busca de mais oportunidades de trabalho, a empresa transferiu a operação para Porto Alegre, onde passou a ampliar gradualmente suas atividades.
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Segundo Leonardo Busin, o crescimento ocorreu de forma orgânica, acompanhando as demandas do mercado. “Meu pai sempre diz que fez do jeito que deu e como deu. A empresa foi crescendo conforme os serviços apareciam”, afirma.
Todavia, atualmente, a transportadora chega à terceira geração da família, com Leonardo e o primo à frente da gestão.
Terceira geração assume a gestão da transportadora
Embora tenha crescido dentro da empresa, assumir a gestão exigiu aprendizado. Ao longo do tempo, o empresário passou a entender melhor a operação. Assim, recebeu autonomia para implementar mudanças na empresa. Uma das principais transformações ocorreu na cultura organizacional da transportadora.
Ao assumir mais responsabilidades, Busin percebeu que alguns setores enfrentavam resistência a mudanças. Principalmente por conta de práticas antigas. Diante desse cenário, a empresa iniciou um processo de renovação gradual da equipe e passou a adotar uma gestão mais orientada a desempenho.
“Precisávamos melhorar processos e ganhar agilidade. Se queremos crescer, precisamos evoluir”, afirma.
Com a mudança de cultura e a entrada de novos profissionais, a operação passou a fluir de forma mais eficiente.
Redes sociais viraram ferramenta estratégica no transporte
Outra mudança importante envolveu o uso das redes sociais. Tradicionalmente, o setor de transporte rodoviário apresenta baixa presença digital. No entanto, a Buzin Transportes decidiu seguir outro caminho.
Leonardo Busin passou a utilizar as redes sociais para mostrar o dia a dia da operação, apresentar os caminhões da frota e discutir temas do setor. A estratégia também ajudou a fortalecer a marca da empresa e a ampliar a comunicação com motoristas, clientes e parceiros.
“Hoje tudo é digital. As empresas precisam aparecer e se comunicar”, diz.
Além disso, a presença online contribui para atrair profissionais interessados em trabalhar na transportadora. Especialmente em um momento em que o setor enfrenta escassez de motoristas.
Caminhões personalizados chamam atenção nas estradas
A transportadora também se tornou conhecida pelos caminhões personalizados que circulam nas rodovias brasileiras. Os veículos recebem adesivagens temáticas inspiradas em personagens e elementos da cultura pop. Nesse sentido, muitas ideias para o tema nos veículos surgem a partir da interação com seguidores nas redes sociais.

“Eu fui fazendo e o público começou a sugerir temas. Aí comecei a postar e a conectar isso com as redes sociais”, explica.
Hoje, a empresa conta com mais de 400 caminhões adesivados. O que reforça a identidade visual da frota.
Renovação constante da frota faz parte da estratégia
A transportadora também mantém uma política agressiva de renovação de frota. Atualmente, a idade média dos caminhões gira em torno de dois anos. Segundo Busin, a escolha dos modelos envolve fatores como negociação com montadoras, condições financeiras e suporte de pós-venda.
Mesmo em um cenário de mercado desafiador, a empresa manteve o ritmo de investimentos. Em 2025, adquiriu cerca de 260 caminhões. No mesmo período, a transportadora registrou crescimento de aproximadamente 45%.
Combustíveis alternativos entram no radar da empresa
A empresa também avalia alternativas para reduzir emissões, como caminhões movidos a gás natural, biometano e biodiesel. No entanto, a adoção dessas tecnologias depende da viabilidade operacional.
Como grande parte das operações envolve rotas longas e composições rodoviárias como rodotrens, algumas soluções ainda apresentam limitações.
Foco em solução para o cliente guia estratégia da empresa
Para Leonardo Busin, o principal papel da transportadora consiste em resolver problemas logísticos dos embarcadores. Segundo ele, o cliente busca eficiência e confiabilidade.
“O cliente quer alguém que resolva. Quando ele passa o transporte para nós, precisa ter certeza de que vamos entregar”, afirma.
Essa visão pragmática também orienta a forma como o executivo conduz negociações com bancos, montadoras e clientes.
Dessa forma, ao falar com transportadores iniciantes, o empresário costuma destacar a importância da gestão. Segundo ele, muitos empresários focam excessivamente em fatores externos e deixam de olhar para a própria operação.
“Tem gente que fica olhando o caminhão do outro em vez de olhar para o próprio negócio”, afirma.
Para o executivo, crescimento no transporte depende principalmente de controle operacional, atenção ao motorista e foco em soluções.
“Ter um caminhão ou mil caminhões muda o tamanho do problema. Mas o jeito de conduzir o negócio é o mesmo”, conclui.
















