A Volvo celebra a produção de 500 mil veículos no Brasil, um marco que reforça o peso estratégico da fábrica de Curitiba (PR) dentro da operação global da marca. Funcionários se reuniram para registrar o momento histórico na planta, que produz caminhões e chassis de ônibus e se destaca pelo uso avançado de tecnologias da Indústria 4.0.
Além disso, a unidade é pioneira na adoção do lean manufacturing no Grupo Volvo. Ou seja, modelo de produção que busca eliminar desperdícios, aumentar a eficiência e melhorar continuamente os processos.
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Quatro décadas de operação reforçam papel estratégico da fábrica
Seja como for, a planta paranaense iniciou suas atividades em 1979 com a montagem do chassi de ônibus B58, primeiro veículo da Volvo produzido no País. Em seguida, a marca ampliou sua presença e, já em 1980, começou a montar caminhões, começando pelo icônico N10.
Desde então, a evolução foi contínua. Nesse sentido, atualmente, Curitiba é a única fábrica da Volvo que concentra, em um mesmo local, a produção de motores, transmissões, cabines e linhas de montagem final. Essa integração aumenta a agilidade dos processos e beneficia diretamente os clientes, como destaca Egon Clausen, vice-presidente de operações industriais da marca no Brasil.
Além disso, o complexo abriga toda a gestão da Volvo na América Latina — das áreas comerciais de caminhões, ônibus e equipamentos de construção até serviços financeiros, engenharia, P&D e um completo campo de provas. Hoje, a unidade emprega 4.200 funcionários diretos e opera em dois turnos.
Inovações que nasceram em Curitiba
Ao longo de mais de 40 anos, a fábrica de Curitiba acumulou protagonismo em inovações de produtos e processos. Entre os avanços mais marcantes estão primeiros chassis de ônibus biarticulados produzidos em série no mundo (1992) e primeiros caminhões com motores eletrônicos fabricados no Brasil (1996). Assim como o lançamento da linha Volvo VM, que inseriu a marca no segmento de semipesados (2003), bem como o desenvolvimento dos primeiros caminhões autônomos do País (2017).
Ademais, mais recentemente, a planta iniciou a produção da linha 2026 do Volvo FH, com avanços em inteligência artificial, segurança e produtividade. No segmento de ônibus, Curitiba agora fabrica o Volvo BZRT, chassi articulado ou biarticulado 100% elétrico que se tornou base global de exportação da marca.

Sustentabilidade impulsiona a operação
A busca por práticas sustentáveis também ajudou Curitiba a se tornar referência. Toda a energia utilizada na planta vem de fontes 100% renováveis, o que reforça o compromisso ambiental da Volvo. Desde 2008, o programa Aterro Zero garante que todos os resíduos sigam para rotas circulares.
Além disso, a adoção de caminhões elétricos no transporte interno de peças já evita a emissão de 738 toneladas de CO₂ por ano. A fábrica também introduziu o Diesel Verde R5 no primeiro abastecimento dos veículos, reduzindo outras 400 toneladas anuais de CO₂. Como resultado, a planta alcançou queda de 30% nas emissões por veículo produzido nos últimos anos.
Ambiente de trabalho é referência no setor automotivo
A Volvo também inovou na relação com seus empregados. Nos anos 1990, a fábrica passou a adotar a jornada semanal de 40 horas, tornando-se pioneira no setor automotivo brasileiro. Antes mesmo de a legislação tratar do assunto, a empresa já havia implementado a participação nos lucros e resultados (PLR).
Outro destaque é o modelo de equipes autogerenciáveis. O que dá autonomia aos funcionários na tomada de decisões diárias, reduzindo a necessidade de supervisão direta e aumentando a eficiência.
Graças a essas práticas, a unidade figura há mais de duas décadas entre as melhores empresas para trabalhar no Brasil.











