O mercado brasileiro de caminhões encerrou o acumulado de janeiro a novembro com 101.107 unidades vendidas, volume 8,33% menor que no mesmo período de 2024 (110.297). Esse cenário confirma um ano mais difícil para o transporte rodoviário de cargas, já que o setor enfrentou juros altos, atraso em renovações de frota e menor ritmo da economia.
Apesar do ambiente desafiador, a disputa pela liderança entrou em uma fase ainda mais acirrada. A Volkswagen Caminhões e Ônibus registrou 27.390 unidades, enquanto a Mercedes-Benz fechou o período com 27.337 caminhões, diferença de apenas 53 emplacamentos. Assim, a competição ficou “no fio da navalha” mês após mês.
Por outro lado, o segmento de ônibus seguiu trajetória diferente: cresceu 4,87% no acumulado, registrando 26.301 unidades, puxado pelo aquecimento do transporte urbano e rodoviário. No total, caminhões e ônibus somaram 127.408 emplacamentos, também abaixo das 135.377 unidades computadas em 2024.
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A Volkswagen Caminhões e Ônibus sustentou a primeira posição com 27,09% de participação, enquanto a Mercedes-Benz anotou 27,04% — uma diferença simbólica que reforça a disputa direta entre as duas principais fabricantes do Brasil.

Essa proximidade também ampliou a importância de cada venda no fim do ano. Enquanto isso, a Volvo manteve o terceiro lugar com 18.284 caminhões (18,08% de share), consolidando a força entre extrapesados rodoviários. Logo depois, Scania registrou 12.061 unidades (11,93%), ainda com presença sólida no segmento premium.
Além disso, a Iveco emplacou 7.800 veículos, seguida pela DAF, que cresceu em diversas operações e alcançou 6.920 emplacamentos.
No bloco das novas entrantes, marcas chinesas como Foton, JAC, Nanjing, XCMG e Sany continuam crescendo lentamente. Embora ainda tenham participação reduzida, essas fabricantes ampliaram presença e reforçam que o mercado brasileiro se tornou estratégico para players globais.
Desempenho mensal confirma tendência de ajuste no setor
Mesmo que novembro tenha registrado leve melhora no transporte, o mês encerrou com 8.790 caminhões, número inferior aos 10.462 de outubro, o que reforça o comportamento instável do ano. Ainda assim, o setor mantém expectativa positiva para dezembro, já que muitas empresas aceleram processos de renovação e fechamentos contratuais.
Enquanto isso, o segmento de ônibus cresceu no mês, atingindo 2.642 unidades, avanço de 9,22% sobre outubro. Assim, a área puxou parte do resultado total do mercado automotivo de pesados.
Além disso, ao comparar novembro de 2025 com novembro de 2024, os caminhões caíram 11,27%, enquanto os ônibus subiram 14,37%, consolidando trajetórias opostas dentro da mesma indústria.
Veja as 10 marcas de caminhões mais vendidas do País (jan–nov/2025)
- Volkswagen Truck & Bus – 27.390 (27,09%)
- Mercedes-Benz – 27.337 (27,04%)
- Volvo – 18.284 (18,08%)
- Scania – 12.061 (11,93%)
- Iveco – 7.800 (7,71%)
- DAF – 6.920 (6,84%)
- Foton – 862 (0,85%)
- JAC – 132 (0,13%)
- Agrale – 114 (0,11%)
- Ford – 54 (0,05%)
Fonte: Fenabrave

















