Assim, como ocorre com o etanol, o Brasil poderia ser exemplo no mudo no uso do combustível gás para veículos comerciais. Há diversas iniciativas, mas todas lentas e que esbarram na falta de infraestrutura e de uma política de Estado para o uso desta fonte de energia, muito mais limpa do que o diesel e em abundância no País.
Iniciativa a seguir poderia ser no Brasil, mas é na Europa e deveria ser copiada por aqui:
O consórcio chamado BioLNG EuroNet anunciou em dezembro de 2018 um compromisso para a expansão do GNL (gás natural liquefeito) como combustível para o transporte rodoviário em toda a Europa, com novas infraestruturas que devem garantir o sucesso a longo prazo e a adoção em larga escala.
O consórcio, formado pela Shell, Disa, Scania, Osomo e Iveco, prevê que cada um entrega atividades separadas. A iniciativa envolveria mais de 2 mil caminhões movidos a GNL na estrada, 39 postos de abastecimento de GNL e a construção de uma planta de produção de BioLNG na Holanda.
As estações de distribuição de GNL envolve parte de uma rede pan-europeia na Bélgica, França, Alemanha, Países Baixos, Polónia e Espanha.
Rede de abastecimento
“O GNL é um combustível cada vez mais acessível para veículos pesados de cargas, sendo uma importante fonte de energia à medida que o setor de transporte evoluir”, disse Istvάn Kapitancny, então vice-presidente executivo da Shell Retail.

Sobre o projeto:
O projeto BioLNG Euronet reúne os principais players do mercado europeu: Shell, DISA, Osomo, Scania e Iveco.
Estes parceiros do projeto visam ajudar a União Europeia a cumprir o seu objetivo de reduzir em 60% as emissões de CO2 até 2030, desencadeando uma descarbonização a longo prazo do transporte rodoviário de cargas pesadas na Europa continental.
A instalação de BioLNG visa coletar lixo municipal de supermercados e restaurantes e processá-lo em biogás.
Caminhões serão alugados
Os 2 mil novos veículos pesados de GNL serão alugados para os usuários finais por meio de financiamento competitivo e soluções de transporte para reduzir o custo dos mesmos. Apenas os custos adicionais de um HGV LNG em comparação com um caminhão a diesel serão financiados. Os custos médios elegíveis para cada camião de GNL são limitados a um máximo de 30.000 € (R$ 131,9 mil).
A densidade de energia do BioLNG significa que os caminhões podem percorrer distâncias maiores, adequando-se melhor às necessidades dos operadores de transporte agora e no futuro. Devido ao uso de resíduos orgânicos industriais como recurso, as emissões de CO2 serão muito inferiores às emissões de CO2 dos combustíveis tradicionais. O BioLNG é essencial para alcançar o objetivo de longo prazo de maior descarbonização para o setor de transporte rodoviário na Europa até 2030. O BioLNG praticamente elimina o enxofre e oferece uma redução de NOx e material particulado.
Compromisso do poder público
Cada membro do consórcio BioLNG EuroNet receberá 20 por cento de financiamento da UE para o custo dos seus compromissos.
O financiamento da UE recebido pelos membros do consórcio BioLNG EuroNet é abrangido pelo mecanismo de conexão da Europa (CEF) para o setor dos transportes.
rotina de produção e nossas inovações”, diz Daniel Mello, diretor de marketing da Volvo.
Para acesso ao site de inscrição no programa, clique: Visita de Amigo
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