A tensão militar no Oriente Médio já cobra seu preço na economia real. A guerra envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos atingiu diretamente as principais rotas marítimas da região e, como consequência imediata, elevou os preços dos combustíveis no mercado internacional, entre eles o diesel.
De acordo com relatório recente da Prewave, o conflito interrompeu simultaneamente, pela primeira vez na história da navegação moderna, as duas rotas mais estratégicas da região, o Estreito de Ormuz e a rota do Mar Vermelho. Com isso, contêineres e navios-tanque permanecem retidos, enquanto operadores logísticos tentam redesenhar rotas às pressas. Assim, aproximadamente 170 navios porta-contentores estão presos conforme o relatório.
Em outras palavras, o mundo enfrenta um choque sistêmico na cadeia global de suprimentos.
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Estreito de Ormuz concentra até 25% do petróleo global
O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e funciona como uma artéria vital para o comércio internacional de energia. Estimativas apontam que entre 20% e 25% de todo o petróleo comercializado globalmente passa por essa estreita faixa marítima. Além disso, uma parcela semelhante das remessas de Gás Natural Liquefeito (GNL) utiliza o mesmo corredor logístico.

Não bastasse isso, cerca de 3% a 4% dos contêineres marítimos do mundo também transitam pela região, principalmente com destino a portos de países árabes. Portanto, qualquer bloqueio ali rapidamente se transforma em um efeito dominó.
Alta imediata no diesel
Na prática, o fechamento do estreito impede que até um quarto do petróleo bruto e do gás natural chegue aos mercados consumidores. Consequentemente, a oferta diminui e os preços reagem quase instantaneamente.
Os números já confirmam essa pressão. Nesse sentido, o preço do diesel no atacado chega a cerca de R$ 6.546 por metro cúbico, o que equivale a aproximadamente R$ 6,55 por litro no atacado. O valor representa um salto superior a 9% em comparação com a semana anterior e retoma patamares que o mercado não registrava desde 2024.
Ou seja, o impacto deixou de ser apenas geopolítico. E passou a afetar diretamente transportadoras, indústrias e consumidores finais.
Se o bloqueio persistir, a tendência aponta para novos reajustes e maior instabilidade no comércio internacional. Afinal, quando energia encarece, toda a engrenagem logística sente.














