“2026 tem tudo para virar o jogo no transporte, mas juro é decisivo”, diz Scania

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Em entrevista ao Videocast Vozes do Transporte, o diretor de vendas de soluções da Scania, Alex Nucci afirma que 2026 começou alinhado aos cenários projetados pela fabricante. Ou seja, com todos os grandes segmentos seguindo firmes como o agro, setores sucroalcooleiro, madeira, mineração e e-commerce. Assim, mantendo a expectativa de um mercado semelhante ao de 2025.

Apesar disso, o executivo mantém o otimismo típico de vendas, mas com cautela. “Existe potencial para crescer, mas ainda sou conservador. Sem mudança na taxa de juros, o mercado não destrava.”

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Juros: o fator que manda no ritmo do mercado

Para Nucci, a Selic a 15% é o principal limitador da expansão. Com os spreads bancários, o cliente chega ao balcão com taxas de 18% a 20%.

Todavia, o Move Brasil, programa de renovação de frota do governo federal, hoje com juros perto de 13%, virou um diferencial concreto. Nesse sentido, a Scania movimentou perto de R$ 230 milhões em negócios nos primeiros 30 dias.

Em outras palavras, isso se traduz em mais de 270 caminhões comercializados no período. Sendo que 70% das vendas foram direcionadas aos transportadores autônomos, pequenos e médios transportadores.

“O programa não faz o cliente comprar mais do que precisa. Ele apenas acelera a decisão.”

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Para Alex Nucci, da Scania, com a queda da Selic, pelo menos a 12%, o segundo semestre de 2026 pode ser mais firme

O segundo semestre será cheio de fatores externos. Como Copa do Mundo, eleições, Fenatran, e menos dias úteis. Mas, para o executivo, a Fenatran deve ser mais forte que a edição de 2024.

“Entramos 2025 com um cenário econômico que azedou logo no primeiro trimestre. Agora, se o juro cair e o Move Brasil seguir, a Fenatran pode gerar negócios até o início de 2027.”

Sustentabilidade segue no centro e sem freio do mercado

Ademais, ao contrário do que muitos imaginam, Nucci afirma que nenhum cliente recuou no que se refere às tecnologias sustentáveis por causa do ciclo econômico. Em razão disso, a Scania vive hoje um portfólio verdadeiramente eclético, com caminhões a gás e biometano; linha Super Euro 6 diesel com média de 10% de redução de consumo, além dos primeiros caminhões elétricos chegando ao mercado em 2026.

E para ajudar a fomentar as novas tecnologias elétrica e a gás, a Scania fez parcerias para corredores elétricos (São Paulo–Rio) e expansão do biometano tanto nos principais corredores como no interior o País.

O gás segue forte na trajetória da marca. Em 2025 foram vendidas cerca de 700 unidades. Por essa razão, em 2026 a Scania espera repetir ou superar o número se os juros ajudarem.