A Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil decidiu elevar o padrão de conforto e eficiência da linha Sprinter no Brasil com a chegada da nova transmissão automática 9G-Tronic. A tecnologia, já utilizada nos automóveis premium da fabricante alemã, agora desembarca na gama de veículos comerciais leves produzida na Argentina com a promessa de reduzir consumo, aumentar a durabilidade mecânica e tornar a condução muito mais suave.
Segundo Aline Rapassi, gerente de produto vans da marca, a nova transmissão trabalha de forma inteligente para manter o motor sempre na faixa ideal de torque e rotação. Dessa forma, o sistema reduz esforço mecânico e melhora a eficiência energética.
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Nove marchas fazem o motor trabalhar com menos esforço
A nova Sprinter automática utiliza a transmissão 9G-Tronic de nove velocidades, enquanto a versão manual trabalha com apenas seis marchas. Na prática, isso significa mais opções de relações para manter o motor OM654 de 170 cv e 41 mkgf de torque operando em rotações mais baixas.
Durante testes realizados pela fabricante, a versão automática venceu inclinações utilizando cerca de 1.800 rpm. Enquanto a configuração manual precisou alcançar entre 2.500 e 2.600 rpm para realizar a mesma manobra.
Segundo Rapassi, essa diferença reduz desgaste mecânico e melhora a vida útil do conjunto motriz. “O motor trabalha muito menos exigido ao longo do tempo e isso traz durabilidade”, afirma a executiva.

Caixa automática elimina trancos e melhora conforto
Outro destaque da nova transmissão está na suavidade das trocas de marcha. A Sprinter automática utiliza conversor de torque hidráulico no lugar da embreagem convencional. Assim, elimina praticamente os trancos comuns em veículos comerciais manuais.
A Mercedes-Benz afirma que muitas trocas se tornam quase imperceptíveis durante a condução.
Segundo Juliano Longhi, engenheiro de produto vans, o sistema utiliza engrenagens epicicloidais. Ou seja, conjunto que permite ampliar o número de relações sem aumentar significativamente o tamanho da caixa. Com isso não há pênalti em tara.
Além disso, sensores monitoram constantemente velocidade, aceleração, inclinação e demanda de torque do veículo para definir o momento exato das trocas.
“Hoje o sistema consegue fazer leituras dinâmicas do veículo e decidir a marcha correta em cada situação”, explica o especialista.
Eletrônica embarcada ajuda a reduzir consumo
A evolução eletrônica também mudou completamente o comportamento das transmissões automáticas modernas. Diferentemente das antigas caixas automáticas, conhecidas pelo consumo elevado, a nova 9G-Tronic utiliza sensores e gerenciamento inteligente para otimizar o funcionamento do motor.
Nos testes internos da Mercedes-Benz, a Sprinter automática registrou redução de até 8% no consumo de diesel em operações urbanas e cerca de 5% em trajetos rodoviários. O comparativo foi realizado frente às versões manuais da marca, considerando mesmo trecho percorrido e capacidade de carga.

Segundo Longhi, o ganho urbano aparece com maior intensidade porque o trânsito exige acelerações, retomadas e trocas de marcha constantes.
Menos desgaste reduz custo operacional das frotas
A Mercedes-Benz também aposta na nova transmissão como ferramenta para reduzir custos operacionais em grandes frotas. Como a caixa automática dispensa embreagem convencional, elimina um dos principais itens sujeitos a desgaste prematuro causado por mau uso dos motoristas.
O engenheiro revela que muitos problemas mecânicos em veículos comerciais surgem por arrancadas inadequadas, retomadas em rotações elevadas e trocas incorretas de marcha. Na transmissão automática, o próprio sistema impede esse tipo de situação.
“O veículo sempre vai sair na marcha correta e trabalhar na faixa ideal de torque”, afirma.
A manutenção prevê primeira troca de óleo aos 60 mil quilômetros e as seguintes a cada 180 mil quilômetros. Segundo a fabricante, os custos permanecem equilibrados dentro dos planos de manutenção oferecidos pela marca.
Sprinter reforça conceito de dirigibilidade como de automóvel

A Mercedes-Benz também quer aproximar ainda mais a experiência de condução da Sprinter à de um automóvel de passeio. A nova versão automática traz direção elétrica, frenagem autônoma de emergência, assistente de partida em rampa, função Hold, volante multifuncional, câmera de ré e borboletas atrás do volante para trocas manuais.
Cristiano Carmona, instrutor técnico da fabricante, afirma que todos os recursos de segurança já fazem parte da configuração de série.
Comércio elétrônico, motorhome e transporte executivo lideram demanda
Ademais, a Mercedes-Benz acredita que os principais compradores da nova Sprinter automática serão operadores do comércio eletrônico, empresas de transporte executivo, motorhomes e grandes frotistas.
Nas entregas urbanas, a fabricante aposta no ganho de produtividade proporcionado pela redução do desgaste físico do motorista em jornadas intensas de trabalho. Já no segmento de motorhomes, concessionários chegaram a registrar pedidos antes mesmo do início oficial das vendas.
Seja como for, no primeiro mês de vendas, iniciadas em abril, a marca já vendeu 380 unidades da gama automática. Grande parte das vendas é da versão furgão 417, de 4,1 t e teto alto.
Todavia, a transmissão inteligente está disponível para todas as versões, chassi-cabine, furgão, furgão vidrado e van. Sendo que a versão de entrada, chassi-cabine custa R$ 274.300. Ou seja, 5% mais cara frente ao modelo equivalente com caixa manual.
Mercado de vans segue aquecido no Brasil
Ainda conforme o CEO da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil, Ronald Koning, este ano são projetados um mercado total no Brasil de aproximadamente 41 mil vans. E a Mercedes-Benz espera crescer 5%. Nesse sentido, entre janeiro e abril, a marca afirma já ter ampliado em quatro pontos percentuais sua participação no mercado brasileiro de vans.
A aposta está no crescimento contínuo da logística urbana para ampliar participação no segmento. Segundo a fabricante, o avanço das entregas fracionadas e da distribuição urbana impulsiona a demanda por veículos menores e mais ágeis nas cidades.

















