10AUTOMATIZADO VS. MANUAL
A evolução das caixas automatizadas tem sido formidável, ainda mais levando-se em conta aqueles primeiros câmbios que podemos qualificar como complexos, pouco funcionais e que eram oferecidos aos clientes como opcional, nada econômico, e que hoje foram convertidos em sistemas fundamentais, altamente sofisticados e bastante rentáveis. Por isso há no mercado distintas versões de câmbios automatizados e que são ofertados de série, principalmente nas gamas rodoviárias, ficando as manuais como itens opcionais.
Alguns deles possuem um sistema próprio e exclusivo como o Powershift da Mercedes-Benz, o Opticruise da Scania, a I-Shift da Volvo, AS-Tronic da Iveco, a Direct Drive da DAF, a TipMatic da MAN e a mais nova da turma, a TorqShift da Ford. Vale ressaltar que as versões da DAF, Iveco e MAN são produzidas pela ZF, e a da Ford pela Eaton – componentes esses desenhados e programados de acordo com a estratégia e a personalidade de cada motor e de cada marca.
Em rotas de longas distâncias, a supremacia dos câmbios automatizados frente aos manuais é dada por uma obrigatória resposta dos fabricantes à eficiência energética, que se traduz em menor consumo e em menores emissões, objetivos que são mais fáceis de ser almejados entre motoristas que não são treinados, o que é possível graças à gestão dos sistemas eletrônicos.
Por causa da aplicação das novas tecnologias, é possível desenhar programas específicos de economia energética e, assim, desenvolver uma geração de veículos mais econômicos e amigáveis ao meio ambiente, os Eco Trucks. Eles se destacam por oferecer um ótimo equilíbrio entre potência e consumo em função da presença de soluções que colaboram para a economia, como câmbios automatizados capazes de realizar um perfeito acordo entre potência e torque do motor. Nesse sentido, a função Eco Roll é um protagonista à parte, inicialmente equipada na transmissão da Volvo e agora está presente em quase todas as transmissões de outras marcas. Basta colocar o câmbio em ponto morto, ou na letra N, para rodar com o veículo em inércia. Essa ação evita o consumo de combustível.
Graças à incorporação massiva de elementos informatizados e eletrônicos foi possível conseguir a interação dos caminhões com os distintos sistemas de navegação e posicionamento embarcados, dando lugar aos atuais Cruise Control Preditivo, que por meio do GPS detectam o perfil da rota, desenvolvendo uma estratégia de condução mais eficiente elegendo a marcha de acordo com a topografia. Sistemas mais modernos como o I-See da Volvo dispõem de memória de armazenamento para “recordar” a rota quando o caminhão volta a repeti-la.

A mais recente incorporação técnica dos câmbios automatizados e que deve se tornar tendência mundial é o Dual Clutch (dupla embreagem), que a Volvo acaba e incluir como opcional na caixa I-Shift para o caminhão FH13 na Europa. O sistema das engrenagens são trocados sem qualquer interrupção no fornecimento de potência e o torque é mantido, fazendo com que o caminhão não perca velocidade durante as mudanças de marcha. A Eaton também fornece caixa de dupla embreagem para a Freightliner, aplicada em caminhões médios e ônibus escolar.
Mas não é só a eficiência energética, que leva à economia de combustível, que se beneficia da presença dos câmbios automatizados. Eles também são benéficos para o conforto do motorista na hora de conduzir o veículo, um incremento para a segurança ativa.
















