CDC Verde da Scania atrai clientes para a tecnologia a gás e elétrica

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O financiamento sustentável vem ganhando espaço no transporte rodoviário brasileiro. Nesse cenário, o CDC Verde da Scania consolidou-se como uma ferramenta estratégica para acelerar a adoção de caminhões movidos a combustíveis alternativos ao diesel. Além de oferecer taxas mais competitivas, a solução criada pela montadora já começa a apoiar o mercado secundário de veículos a gás, fortalecendo toda a cadeia da descarbonização.

Segundo Fábio D’Ângelo, diretor comercial do Scania Banco, o CDC Verde nasceu de uma iniciativa conjunta entre fábrica, área comercial e serviços financeiros da marca para estimular a comercialização de veículos sustentáveis.

“É uma solução da Scania para apoiar o mercado de gás. Não é uma solução de mercado”, afirma o executivo.

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Financiamento verde reduz custo do capital

Atualmente, o CDC Verde financia caminhões e ônibus a gás, além de veículos elétricos da marca. A taxa gira em torno de 1,07% ao mês, enquanto um financiamento convencional ultrapassa 1,40% ao mês.

Embora o cenário macroeconômico e a curva de juros influenciem as taxas, a modalidade verde mantém vantagem financeira relevante. Além disso, os contratos podem chegar a 60 meses, com carência de até seis meses sem amortização do principal nem pagamento de juros.

De acordo com D’Ângelo, o objetivo do banco não consiste em competir diretamente com programas governamentais, como o Mover ou linhas subsidiadas do BNDES. No entanto, o CDC Verde surge como alternativa para clientes que não se enquadram em outras modalidades.

“Nosso foco é oferecer o produto mais adequado para cada cliente”, destaca.

Ferramenta acelera transição energética

CDC Verde da Scania atrai clientes para a tecnologia a gás e elétrica
Com CDC Verde, Fábio D’Ângelo explica que a Scania quer ajudar a acelerar a entrada do caminhão a gás no mercado brasileiro

A Scania lançou seus caminhões a gás no Brasil em 2019. Entretanto, o CDC Verde surgiu posteriormente, entre 2022 e 2023, justamente para acelerar a adoção dos veículos sustentáveis.

Desde então, a linha vem financiando operações em diferentes segmentos. Um exemplo envolve a frota de ônibus a gás da GreenMob, em Goiânia, que utilizou o mecanismo de crédito verde da montadora.

Além disso, o primeiro caminhão elétrico da marca entregue no País também contará com financiamento via CDC Verde.

Segundo o executivo, o instrumento ganha ainda mais importância quando linhas públicas subsidiadas deixam de existir ou reduzem sua disponibilidade.

Mercado de usados amplia ciclo sustentável

Outra frente que começa a ganhar relevância envolve o mercado de seminovos a gás. Como os primeiros caminhões vendidos em 2019 já atingem seis ou sete anos de operação, muitas transportadoras iniciam ciclos de renovação de frota.

Entre abril e maio deste ano, o Scania Banco financiou cerca de 20 caminhões usados a gás.

A iniciativa permite que o cliente utilize o valor do veículo seminovo como entrada na aquisição de um modelo novo. Dessa forma, a montadora cria liquidez para o mercado secundário e reduz barreiras à adoção da tecnologia.

“Fechamos o ciclo em suporte ao cliente novo e fomentamos o mercado secundário também”, afirma D’Ângelo.

Ecossistema sustentável ganha maturidade

O avanço do mercado secundário representa mais uma etapa no desenvolvimento do ecossistema de gás no Brasil. Ao longo dos últimos anos, a Scania investiu em corredores de abastecimento, infraestrutura e projetos para ampliar a autonomia dos veículos.

Agora, a estratégia avança para um novo estágio. Além da venda de caminhões novos, a marca trabalha para criar valor residual e liquidez aos veículos usados, fator considerado essencial para consolidar tecnologias alternativas ao diesel.

Com isso, o transporte rodoviário brasileiro passa a contar com um ambiente mais maduro para a descarbonização. Afinal, a transição energética não depende apenas da venda de veículos sustentáveis, mas também da existência de financiamento, infraestrutura e mercado secundário robusto.