O Banco Mercedes-Benz identifica um movimento claro no mercado desde o lançamento do Move Brasil. Segundo Marcello Larussa, diretor comercial da instituição, o programa recolocou o juro em um patamar capaz de despertar clientes que aguardavam condições melhores. Como resultado, o volume de propostas de financiamento cresceu 100% em comparação ao mesmo período no ano anterior.
Larussa explica que o banco retomou negociações que estavam paradas e, por isso, o ambiente voltou a ganhar tração. “O telefone voltou a tocar”, afirma. Além disso, ele destaca que a equipe reforça treinamentos e mantém contato próximo com a rede para desmistificar o programa e acelerar negócios.
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Pequenos frotistas puxam a demanda

Nesse sentido, o banco já percebe um avanço expressivo no cluster de pequenos transportadores, embora o mapeamento detalhado ainda esteja em andamento. Esse movimento ocorre porque, na prática, o pequeno frotista responde pelo maior volume de operações do banco.
Em média, essas empresas compram de sete a oito caminhões, dependendo da aplicação. Já os extrapesados ficam mais próximos de três unidades por cliente. O ticket médio gira em R$ 500 mil, valor que reflete a diversidade de modelos comercializados, do leve Mercedes-Benz Accelo ao extrapesado Actros.
Queda da Selic pode impulsionar novos negócios
Larussa considera real a possibilidade de queda da Selic ao longo deste ano. Ele avalia que os indicadores econômicos melhoraram. Portanto, esse cenário pode avançar para o patamar entre 11% e 12% ao ano até dezembro.
Embora fatores externos, como a recente tensão entre Estados Unidos e Irã, adicionem incertezas, o executivo segue otimista. Para ele, juros mais baixos aumentam o consumo de bens duráveis, especialmente caminhões.
Fenatran e Lat.Bus fortalecem perspectivas para 2026
O executivo também mantém confiança no desempenho do mercado em 2026. Larussa identifica a Fenatran como um ambiente estratégico. Em outras palavras, um “balcão natural” para apresentar tecnologia da Mercedes-Benz, gerar novos relacionamentos e fechar vendas relevantes.
Ele reforça ainda que o banco sempre se antecipa às condições de mercado. Por isso, trabalha em programas de financiamento que ampliam oportunidades. Atualmente, além da taxa de 1,05% do Move Brasil, o banco oferece 0,99% para a linha Accelo, uma condição criada para atrair novos clientes para a marca.

Diferença entre banco de montadora e banco comercial está nas campanhas
Quando fala sobre spread bancário, Larussa afirma que a grande diferença entre bancos de montadora e bancos comerciais não está no custo efetivo total. Segundo ele, ambos operam com estruturas semelhantes. Porém, o que muda é a capacidade de criar campanhas conjuntas com a fábrica, o que os bancos comerciais não conseguem replicar. Essa flexibilidade garante ao banco “uma prateleira mais agressiva”, especialmente em períodos decisivos como o Move Brasil.
Perfil de quem compra pelo Move Brasil
Embora o banco registre clientes de todos os portes, a maior concentração ainda aparece no varejo de pequenos frotistas, com compras de até oito caminhões por operação. Muitos deles renovam a frota ou tentam aproveitar contratos novos. Movimento reforçado pelo crédito mais acessível.
2025 foi desafiador, mas positivo; 2026 tende a superar
Embora o banco ainda não tenha divulgado os números de 2025, Larussa antecipa que o ano trouxe resultados positivos, apesar das dificuldades econômicas. Ele lembra que o setor performou bem mesmo sem o Move Brasil, o que aumenta a confiança para 2026.
Além disso, Larussa afirma que o banco precisa manter criatividade após o eventual fim do Move Brasil, para continuar atendendo autônomos e frotistas com programas específicos.

















