O avanço da indústria automotiva em direção aos combustíveis limpos tem impulsionado a demanda por soluções de transporte de gás biometano. Por isso, a MAT Equipamentos para Gases, com sede em Jundiaí/SP, acelerou a produção de carretas de cilindros e módulos de armazenamento para atender esse mercado em expansão.
Posicionada como uma das grandes produtoras de cilindros de alta pressão da América Latina, a empresa já entregou 27 carretas em 2024. A meta é ultrapassar as 30 unidades até o fim desse ano. Os principais clientes são operadores de aterros sanitários, que lideram a adoção do biometano como fonte alternativa ao diesel.
“Temos hoje uma operação sofisticada e desenvolvida para atender o mercado brasileiro”, afirma Luís Fernando Assaf, presidente da MAT. Segundo ele, a empresa se posiciona estrategicamente para apoiar a logística e a comercialização do biometano em um cenário ainda carente de infraestrutura.
Produção de biometano
O Brasil conta com 58.436 km de gasodutos, o que cobre apenas 7% do território nacional. Em comparação, os Estados Unidos possuem cerca de 500 mil km, com cobertura de 50%. “A malha brasileira não faz jus ao seu potencial. Hoje, o País produz cerca de 400 a 500 mil m³/dia de biometano. Estamos apenas no início”, pontua Assaf.
Nesse contexto, o transporte rodoviário com carretas de cilindros se torna essencial. As unidades produzidas pela MAT têm capacidade para até 172 cilindros, com volume nominal de aproximadamente 7.912 m³. Já os módulos de estocagem são totalmente modulares, projetados conforme a necessidade do cliente.
Em um único aterro sanitário, por exemplo, a produção pode chegar a 3 milhões de m³ de biometano por mês — o suficiente para encher carretas da MAT até 450 vezes.
Produção nacional e apoio financeiro
Desde 2017, a MAT já entregou 150 carretas de transporte e mais de 100 módulos de estocagem. Além disso, a fabricação local garante acesso facilitado à manutenção e à assistência técnica, bem como permite o uso de linhas de financiamento como o Finame (BNDES), com juros competitivos.
Diante desse cenário positivo e dos investimentos crescentes no setor, a empresa projeta, por fim, crescer entre 25% e 30% no faturamento em 2025

















