A Fenabrave projeta que o mercado de caminhões pode crescer até 3,5% em 2026, sinalizando uma retomada sustentada pela demanda e pela renovação de frota. Ainda assim, o setor inicia o ano sob pressão de juros elevados e custos operacionais, o que mantém o ritmo de crescimento moderado.
Nesse contexto, vale lembrar que neste início de ano o crédito ganhou protagonismo, mas no curto prazo. O programa Move Brasil se encerrou ainda em março, antes do prazo previsto para maio, após consumir integralmente os R$ 10 bilhões disponíveis.
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Todavia, embora esse fator não determine as projeções anuais, ele antecipou decisões de compra. E também contribuiu diretamente para a reação observada no fim do trimestre.
Como destaca o presidente da entidade, Arcelio Junior, o mercado já apresenta melhora pontual. Mas ainda opera com maior seletividade para investimentos, especialmente na renovação de frota.
Caminhões tem reação, mas ainda em queda
Seja como for, ao longo do primeiro trimestre, o segmento de caminhões mostra um movimento claro de recuperação no curto prazo. Porém ainda distante de reverter as perdas acumuladas.
Em março de 2026, o setor emplacou 8.766 unidades, frente a 6.611 em fevereiro, o que representa crescimento de 32,6%. Na comparação com março de 2025, quando foram registradas 9.099 unidades, houve leve retração de 3,6%.
Já no acumulado do trimestre, o segmento soma 21.750 unidades em 2026, contra 26.946 unidades no mesmo período do ano passado, o que representa queda de 19,2%. Ou seja, apesar da forte reação mensal, o setor ainda reflete um ambiente de cautela.

Ônibus acompanha praticamente o mesmo movimento
No segmento de ônibus, o desempenho mensal se mostra ainda mais expressivo. Em março, foram emplacadas 2.474 unidades, contra 1.742 em fevereiro, avanço de 42,0%. Na comparação com março de 2025, quando o volume foi de 2.229 unidades, o crescimento chega a 10,9%.
Por outro lado, o acumulado do trimestre permanece negativo. O setor soma 5.899 unidades em 2026, frente a 6.795 unidades em 2025, o que representa retração de 13,1%. Esse comportamento reflete a dependência de compras programadas e a ausência de programas públicos estruturantes no período.
Implementos rodoviários
Nos implementos rodoviários, o padrão se repete. Em março de 2026, o segmento registra 6.392 unidades, contra 5.008 em fevereiro, crescimento de 27,6%. Na comparação com março de 2025, quando foram emplacadas 6.026 unidades, o avanço é de 6,0%.
No entanto, o acumulado do trimestre ainda aponta retração. O setor soma 15.744 unidades em 2026, contra 18.423 unidades no mesmo período de 2025, o que representa queda de 14,5%. O resultado evidencia a cautela dos transportadores diante do cenário econômico.
Projeções indicam retomada gradual nos pesados
Mas ao analisar o cenário para 2026, a Fenabrave mantém uma visão de recuperação gradual para os segmentos de pesados. Caminhões devem liderar esse movimento, com 114.752 caminhões emplacados neste ano, ante os 110.873 em 2025. Portanto, crescendo tímidos 3,5%.
Enquanto ônibus deve encerrar com 29.709 unidades ante as 28.844 vendas em 2025. Assim, encerrando com crescimento de 3%. Do mesmo modo, implementos tendem a avançar de forma mais moderada, apenas 2%. Conforme as projeções esse segmento deve encerrar 2026 com 72.450 emplacamentos, e em 2025 encerrou com 71.030 unidades.















