Implementos rodoviários saltam 23,7% no mês de março; veja os mais vendidos

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A indústria brasileira de implementos rodoviários voltou a ganhar tração em março e mostrou sinais claros de retomada no curto prazo. Ao todo, o setor emplacou 12.211 unidades no mês, um salto de 23,7% sobre fevereiro, quando foram registradas 9.870 unidades.

Portanto, o avanço reforça um movimento de recuperação puxado principalmente pelo segmento pesado. Do mesmo modo, pela dinâmica do agronegócio, que segue como motor relevante da demanda.

Segundo José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR, entidade que representa o setor, o momento reflete fatores conjunturais importantes. “Os reflexos positivos da safra em andamento e do programa Move Brasil são percebidos no resultado do setor”, afirma. Ao mesmo tempo, ele alerta que a continuidade dos incentivos será essencial quando a força do campo perder intensidade, já que se trata de um ciclo naturalmente sazonal.

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Segmento de implementos pesados puxa crescimento no mês

Dentro da curva ascendente de março, o segmento de reboques e semirreboques liderou o avanço. Nesse sentido, foram 6.390 unidades emplacadas, contra 5.007 em fevereiro, uma alta expressiva de 27,5%.

Já o segmento de carrocerias sobre chassis também cresceu, embora em ritmo um pouco mais moderado. As vendas passaram de 4.863 unidades em fevereiro para 5.821 em março, o que representa aumento de 19,5%.

Dessa forma, ambos os segmentos contribuíram para o resultado positivo. Mas com maior protagonismo da linha pesada, diretamente ligada ao transporte de carga em larga escala, especialmente grãos.

Comparação mensal reforça virada de ritmo

Na prática, os números mostram uma virada clara de fevereiro para março. Depois de um início de ano mais contido, o mercado reagiu com força. Assim, indicando retomada da confiança e destravamento de pedidos.

Implementos rodoviários saltam 23,7% no mês de março; veja os mais vendidos
Forte demanda do agronegócio e o programa Move Brasil ajudaram a fortalecer as vendas de implementos, mas há queda frente à igual período em 2025

Além disso, o desempenho mensal sugere que fatores como crédito, demanda logística e atividade agrícola começaram a convergir de forma mais favorável ao setor.

Trimestre ainda reflete base forte de 2025

Apesar da aceleração recente, o balanço do primeiro trimestre ainda mostra retração quando comparado ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e março, foram comercializadas 30.841 unidades, contra 35.728 em 2025, uma queda de 13,68%.

No entanto, esse recuo tem explicação. No início de 2025, o mercado ainda colhia os efeitos diretos da Fenatran 2024, que impulsionou fortemente os negócios.

“Para entender este recuo, é importante lembrar que o mercado no primeiro trimestre do ano passado ainda sentiu os efeitos positivos das vendas realizadas na Fenatran”, explica Spricigo. Segundo ele, a partir do segundo trimestre, o mercado tende a mostrar um comportamento mais fiel à demanda real, sem essa distorção.

No detalhamento por segmento, o cenário de retração se repete. Reboques e semirreboques faturaram 15.732 unidades em 2026, contra 18.423 em 2025 (queda de 14,61%). Todavia, nos leves, de carrocerias sobre chassis foram emplacadas 15.109 unidades, ante 17.305 no ano anterior (recuo de 12,69%).

Ou seja, mesmo com o crescimento recente, o setor ainda trabalha para recuperar o volume perdido na comparação anual.

Implementos rodoviários pesados e leves mais vendidos

(Reboques e semirreboques)

  1. Graneleiro / Carga seca – 3.181 unidades
  2. Basculante – 2.823 unidades
  3. Baú carga geral – 2.603 unidades
  4. Dolly – 1.368 unidades
  5. Porta contêiner – 1.041 unidades

(Carrocerias sobre chassis)

  1. Baú alumínio / frigorífico – 6.350 unidades
  2. Graneleiro / carga seca – 3.234 unidades
  3. Outras / diversas – 2.180 unidades
  4. Basculante – 1.766 unidades
  5. Tanque – 1.131 unidades
    Fonte: Anfir