Na estratégia ESG da West Cargo, infraestrutura freia avanço de gás e elétricos

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A West Cargo, transportadora especializada em operações de importação e exportação nos principais aeroportos e portos do País, acaba de publicar seu primeiro Relatório ESG. Assim, visa consolidar iniciativas realizadas entre 2024 e 2025 nas áreas ambiental, social e de governança.

Segundo Luigi Rosolen, diretor da empresa, o documento reúne ações que já faziam parte da cultura organizacional. Mas que ganharam ainda mais relevância à medida que clientes, especialmente multinacionais, passaram a exigir práticas ligadas à sustentabilidade.

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Na estratégia ESG da West Cargo, infraestrutura ainda freia avanço de gás e elétricos
Além de investimento em frota alternativa, a empresa aposta em treinamento, segurança e valorização dos motoristas como pilares da estratégia ESG

“O mercado solicita cada vez mais esse tipo de iniciativa. Ao mesmo tempo, sempre tivemos essa preocupação dentro da empresa. O relatório veio para consolidar tudo o que estamos construindo para o futuro”, afirma.

Entre os destaques do relatório está o avanço da estratégia de descarbonização da frota. Atualmente, a West Cargo opera três caminhões movidos a gás natural e um elétrico, todos em fase de avaliação há cerca de um ano.

Apesar do potencial de redução das emissões, Rosolen afirma que a viabilidade econômica dessas tecnologias ainda está em análise.

“O custo de aquisição ainda é muito alto. Dependendo da comparação, um caminhão a gás ou elétrico pode chegar perto do dobro do valor de um modelo a diesel. Por isso, estamos estudando o retorno financeiro antes de ampliar os investimentos”, explica.

Infraestrutura ainda limita expansão

Além do custo inicial, a infraestrutura continua sendo um dos principais desafios para a adoção de veículos de baixa emissão.

Dessa forma, no caso dos caminhões a gás, a empresa encontra dificuldades para abastecimento fora dos grandes centros urbanos. Segundo Rosolen, a limitação não está apenas na quantidade de postos, mas também na capacidade de atendimento aos veículos pesados.

“Nas capitais a situação já melhorou bastante. O problema aparece quando a operação segue para regiões mais afastadas, onde nem sempre há postos preparados para atender caminhões com rapidez”, afirma.

Já o caminhão elétrico opera em uma rota específica entre uma planta industrial e um terminal alfandegário. O veículo utiliza sistema de refrigeração totalmente elétrico, o que reduz sua autonomia e exige planejamento rigoroso da operação. Além disso, a empresa precisou investir na própria estrutura de recarga.

Na estratégia ESG da West Cargo, infraestrutura ainda freia avanço de gás e elétricos
A West Cargo opera três caminhões a gás e um elétrico e o alto custo de aquisição e as limitações da infraestrutura representam os principais desafios

“O caminhão elétrico exige uma infraestrutura muito mais robusta do que a utilizada por veículos leves. Hoje ainda não existe uma rede pública capaz de atender esse tipo de operação em larga escala”, diz.

Para a West Cargo, o gás natural aparece atualmente como a alternativa mais compatível com o perfil de transporte rodoviário de longa distância realizado pela companhia.

Pessoas também fazem parte da estratégia da West Cargo

O relatório ESG também destaca iniciativas voltadas à valorização dos colaboradores. Em 2025, a empresa registrou mais de 10,6 mil horas de treinamento. Mas agora, a transportadora lançou um programa para capacitar filhos de colaboradores interessados em seguir carreira como motoristas profissionais.

Além disso, a companhia mantém um sistema de remuneração variável baseado em indicadores de telemetria. Dessa forma, motoristas recebem bonificações por direção segura e economia de combustível.

“Quando o motorista reduz consumo e dirige com segurança, ele participa diretamente dos resultados. A sustentabilidade também passa pela valorização das pessoas”, afirma Rosolen.

De acordo com o executivo, a agenda ESG já influencia decisões de investimento da companhia. Dessa forma, deverá ganhar ainda mais peso nos próximos anos, à medida que clientes e operadores logísticos ampliam as exigências relacionadas à sustentabilidade.