A Scania iniciou 2026 em um movimento que consolida sua trajetória de descarbonização ao vender os três primeiros caminhões elétricos da marca no Brasil. Segundo Alex Nucci, diretor de vendas de soluções da Scania Brasil, as primeiras unidades inauguram uma virada planejada, já que a empresa decidiu colocar o elétrico no centro da estratégia de sustentabilidade, ao lado do gás e do biometano.
Além disso, Nucci reforça que, mesmo após um 2025 difícil relacionado às altas taxas de juros que dificultam a compra de caminhão, os clientes mantiveram firme o interesse por tecnologias limpas. Assim, o elétrico chega em um momento em que transportadores já buscam alternativas reais para reduzir emissões e custos operacionais no longo prazo.
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Parceiros aceleram criação dos corredores verdes de recarga
A entrega dos três primeiros caminhões elétricos da marca serão para dois clientes ainda não revelados, e deve ocorrer até o final de 2026. Todavia, abre caminho para um segundo movimento. O da construção dos corredores verdes, estruturados por meio de parcerias da Scania com embarcadores, operadores logísticos e fornecedores de energia.
Nesse sentido, a Scania está em parceria com a Amazon e DHL para a ampliação de rede de abastecimento no eixo São Paulo – Rio de Janeiro.
De acordo com Nucci, a fabricante do grifo trabalha com parceiros que instalam carregadores nos principais eixos logísticos, especialmente nos corredores que ligam centros de produção a polos de distribuição. Portanto, essa atuação conjunta garante previsibilidade para o cliente, já que ele encontra pontos de recarga que suportam operações contínuas e de alta demanda.
Além disso, a montadora atua para que as concessionárias da rede ampliem a disponibilidade de eletropostos. Assim, o cliente consegue planejar rotas, medir autonomias reais e entender com clareza o custo energético por quilômetro rodado. “Nós criamos essa base para que o elétrico chegue com segurança operacional real”, explicou Nucci.
Caminhão elétrico da Scania
O caminhão elétrico Scania 30G chega ao mercado na versão cavalo mecânico que utiliza o novo conjunto de baterias de íon-lítio da geração mais recente, com autonomia ampliada e redução do tempo de recarga. Dessa forma, o veículo oferece entre 250 km e 300 km de autonomia, variando conforme peso, topografia e modo de condução. Assim como sistema de recarga rápida, capaz de recuperar grande parte da capacidade das baterias durante paradas operacionais planejadas.
Ademais, conta com motores elétricos montados no eixo motriz, que entregam torque imediato e garantem desempenho superior em arrancadas e retomadas. E graças às opções de tração, 4×2 ou 6×2, atendem às configurações pensadas para aplicações urbanas e regionais, que concentram paradas curtas e previsíveis.
O caminhão incorpora ainda o pacote de serviços conectados da Scania, que monitora comportamento de condução, consumo de energia, rotas e necessidades de manutenção. Assim, o transportador consegue gerar relatórios e otimizar a operação com base em dados reais.

Scania e o portfólio multienergia
Apesar de o elétrico ganhar espaço, Nucci reforça que a estratégia da Scania permanece multienergia, com o diesel, o gás e principalmente o biometano crescendo de forma consistente. Todavia, os primeiros caminhões elétricos mostram que o transportador brasileiro começa a adotar a tecnologia em modelos mais pesados. Mas desde que encontre infraestrutura e previsibilidade de custos.
A expansão dos corredores verdes reforça essa confiança. Portanto, Nucci considera 2026 um ano em que o elétrico deixa de ser apenas projeto piloto e entra, de fato, no ciclo comercial da montadora. Tanto é que o executivo reforça que já há outras negociações em andamento.
















