A Caio atualizou sua principal carroceria urbana e, ao mesmo tempo, preparou a linha para uma frota que terá cada vez mais ônibus elétricos. O movimento combina a sexta geração do Apache VIP com a segunda geração do eApache VIP, que passa a contar com uma arquitetura desenvolvida desde o início para a propulsão elétrica.
No Apache VIP VI, a fabricante concentrou as mudanças em itens que interferem diretamente na operação, como manutenção, peso, iluminação e posto do motorista. Já no eApache VIP II, o trabalho avançou para a integração entre carroceria e diferentes arquiteturas de chassi.
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Mais mudanças sem abandonar o que já funciona
Primeiramente, a Caio preservou parte dos componentes utilizados na geração anterior do Apache VIP. A estratégia facilita a transição para empresas que já possuem o modelo na frota e evita uma ruptura na rotina de manutenção.
Ao mesmo tempo, a fabricante introduziu novos materiais e processos de fabricação para buscar redução de peso. A engenharia, porém, mantém como prioridades a resistência estrutural, a durabilidade e a segurança.
Externamente, a sexta geração ganhou nova dianteira, com conjunto óptico Full LED, luzes de rodagem diurna, indicadores de direção, para-choques e grades redesenhados. A traseira segue com conceito modular.
Motorista ganha atenção no projeto
Além disso, a Caio renovou o posto de condução. O painel recebeu novo desenho e utiliza tonalidades mais escuras, que ajudam a controlar reflexos e facilitam a leitura das informações.
Os anteparos em vidro panorâmico também fazem parte da atualização. A solução melhora a visibilidade do salão e reduz obstáculos visuais para o motorista.
A fabricante ainda testa uma nova família de poltronas estofadas. A proposta prevê aplicação em diferentes modelos, aumentando a quantidade de componentes compartilhados dentro da linha.
eApache passa a nascer elétrico
Por outro lado, a segunda geração do eApache VIP traz uma mudança de conceito. A primeira geração surgiu a partir da adaptação de uma carroceria convencional. Agora, a Caio desenvolveu o modelo considerando desde o início as características de um ônibus elétrico.
Isso permite trabalhar de maneira mais integrada com o chassi, principalmente em pontos como distribuição de peso, montagem e posicionamento dos componentes.
Entre as plataformas consideradas estão o e-Volksbus e o Mercedes-Benz eCity. A estratégia permite que a carroceria acompanhe a expansão da oferta de chassis elétricos no mercado brasileiro.
Soluções específicas para o elétrico

Da mesma forma, o eApache VIP II recebeu soluções que levam em conta as características de um veículo elétrico. Entre elas está a possibilidade de utilizar portas alinhadas à lateral da carroceria.
Além de contribuir para o desenho do veículo, a solução pode favorecer a aerodinâmica. A configuração, entretanto, varia conforme o chassi e as especificações de cada operação.
A carroceria também recebeu novos recursos para o posto do motorista. Entre as opções está o sistema de retrovisores por câmeras, que substitui os espelhos convencionais por câmeras externas e monitores.
A tecnologia amplia o campo de visão e pode reduzir pontos cegos. Em um ônibus urbano, essa característica ganha importância principalmente durante manobras, paradas e circulação em vias estreitas.
Tecnologia acompanha a mudança de plataforma
Enquanto isso, o interior recebeu novas soluções de iluminação e acabamento. A Caio utiliza luminárias embutidas próximas às áreas de circulação e novos materiais em balaústres e garras.
A lógica do projeto é adaptar a carroceria às necessidades de uma nova geração de ônibus sem abandonar características importantes para os operadores, como facilidade de manutenção e padronização.
Essa preocupação também ajuda a explicar a diferença entre os dois projetos. Enquanto o Apache VIP VI evolui uma plataforma já conhecida pelo mercado, o eApache VIP II parte de uma arquitetura mais adequada às particularidades da eletrificação.
Exportação entra na estratégia
Por fim, a Caio vê espaço para ampliar a presença do eApache em mercados latino-americanos. A fabricante já exporta parte da produção e acompanha o avanço dos ônibus elétricos em países como Argentina, Chile, Peru, Paraguai e Uruguai.
A possibilidade de trabalhar com diferentes chassis aumenta a flexibilidade comercial do produto. Dessa maneira, a carroceria pode acompanhar a evolução das plataformas elétricas oferecidas pelas montadoras.
Com o Apache VIP VI, a Caio mantém uma linha de produto consolidada e introduz melhorias graduais. Com o eApache VIP II, dá um passo adicional ao desenvolver uma carroceria pensada desde a origem para a eletrificação.

















