A GWM deu início no Brasil aos testes com seu primeiro caminhão movido a hidrogênio. O veículo desembarcou no País neste mês para inspeção, validação e provas de desempenho. O modelo será exibido pela primeira vez na sexta-feira (15), durante a inauguração da fábrica da montadora em Iracemápolis/SP.

Desenvolvido pela GWM Hydrogen powered by FTXT, subsidiária global dedicada a tecnologias de célula a combustível, o veículo marca um novo passo da empresa rumo ao transporte pesado de emissão zero., Sediada na China, a FTXT cria soluções de hidrogênio e componentes, e atua internacionalmente sob a marca GWM Hydrogen.
Segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, o caminhão representa mais do que um marco tecnológico. Ele diz que é o início da construção de um ecossistema de hidrogênio no Brasil, com parcerias estratégicas e soluções adaptadas à realidade do País.
O veículo chegou ao Brasil pelo Porto de Santos/SP e seguiu para a unidade da GWM em Iracemápolis, onde engenheiros brasileiros e chineses iniciam a inspeção técnica. De acordo com a empresa, nesta primeira etapa, o foco será a integridade e o desempenho da bateria elétrica, antes de testar a célula a combustível.
O modelo conta com bateria de 105 kWh e cilindros para até 40 kg de hidrogênio. O sistema gera eletricidade a partir da reação química entre hidrogênio e oxigênio, liberando apenas água como subproduto. Além disso, o veículo também recupera energia durante desacelerações e frenagens.
Testes com o GWM a hidrogênio estão programados para setembro
Os testes com o sistema de hidrogênio estão programados para setembro, em parceria com universidades. lnclusive, uma delas é a USP, que já possui infraestrutura para abastecimento a partir do etanol.
A primeira fase será de pesquisa e desenvolvimento, com avaliações de suspensão, desempenho e segurança em pistas fechadas. Inicialmente, a operação iniciará sem carga e, gradualmente, passará para condições reais de transporte.
Buscamos entender o impacto de fatores como temperatura, altitude e pavimento na eficiência do sistema. Apesar de existirem mais de 30 mil unidades semelhantes na China, esta será a primeira a circular no Brasil.
Após a validação, o caminhão será testado com diferentes fontes de hidrogênio, do tipo verde e obtido do etanol. Em seguida, a GWM fará análise econômico-financeira para avaliar a viabilidade comercial.
O projeto integra o Programa MOVER, do Governo Federal, e se alinha à meta global da GWM de neutralizar suas emissões até 2045. Resulta também de acordos com os governos de São Paulo e Minas Gerais, além da universidade Unifei (Universidade Federal de Itajubá), para infraestrutura e desenvolvimento conjunto.
Por fim, Lopes observa que esta iniciativa prova que a transição energética no transporte pesado é possível, contanto que indústria, academia e governo trabalhem juntos.
















