A Mercedes-Benz deu mais um passo rumo à eletrificação do transporte de cargas no Brasil. O eActros 400, seu caminhão elétrico pesado, percorreu 442 km entre São Bernardo do Campo (SP) e Rio de Janeiro (RJ) sem precisar recarregar as baterias. Mesmo após concluir o trajeto, o veículo ainda chegou com 30% de carga restante. Ou seja, isso reforça sua eficiência energética e autonomia para rotas rodoviárias de média distância.
Seja como for, durante o teste, o eActros operou com Peso Bruto Total (PBT) de 19.200 kg, transportando uma carga líquida de 6.200 kg. A viagem ocorreu com velocidade média de 63 km/h. E o consumo médio registrado ficou em 0,70 kWh/km.
Ficha técnica: motor, baterias e aplicações do Mercedes-Benz eActros 400
Voltado a operações com emissão zero, o Mercedes-Benz eActros 400 utiliza uma configuração de dois motores elétricos integrados ao eixo traseiro. Assim, entrega potência contínua de 400 kW (cerca de 536 cv). Isso garante bom desempenho mesmo em trajetos com aclives e variações de velocidade.
As baterias de íons de lítio têm capacidade útil total de 336 kWh, distribuídas em quatro packs. O modelo também se destaca pelo baixo nível de ruído, ideal para zonas urbanas ou rotas noturnas, e pela economia energética proporcionada pela regeneração nas frenagens, que pode ser ajustada em diferentes níveis pelo motorista.
Com essas características, o eActros 400 se mostra adequado para distribuição pesada urbana, rotas dedicadas e operações regionais com base fixa.

Mercedes-Benz testa caminhão elétrico com frotistas brasileiros
A Mercedes-Benz já iniciou os testes do eActros com transportadoras parceiras no Brasil, como parte da estratégia de introduzir veículos elétricos pesados no mercado nacional. A fabricante observa com atenção os próximos passos, que incluem a expansão da infraestrutura de recarga e a definição de políticas de incentivo à eletrificação do transporte de cargas.
Enquanto isso, a marca segue validando o desempenho do caminhão em condições reais de operação no País. O objetivo é comprovar não apenas a viabilidade técnica, mas também o retorno operacional e o impacto positivo na redução de emissões e nos custos com energia por quilômetro rodado.

















