As marcas europeias presentes no Brasil podem não vender exatamente o mesmo caminhão lá e aqui. Por estratégia de cada uma, o modelo comercializado para o brasileiro pode ser quase idêntico ao vendido para o transportador do Velho Continente, ficando pequenas diferenças em função de legislações, como, por exemplo, a ambiental, que lá estão na fase Euro 6 e aqui na fase Proconve P7, equivalente a Euro 5.

Neste caso estão MAN, Scania e Volvo, além da Iveco mais especificamente com o modelo Hi-Way. Outras marcas têm a estratégia de trazer para o Brasil gerações que eram da época da Euro 5 na Europa e adaptarem para o Brasil. Há também o caso de desenvolveram modelos totalmente para o mercado brasileiro, mas usando tecnologias consagradas na matriz, como alguns modelos da Mercedes-Benz. Outro caso é o desenvolvimento 100% brasileiro, como são os caminhões da Ford e da Volkswagen.
Seja de uma forma ou de outra, apuramos o que teve de novidade por lá recentemente. Afinal, elas, ou parte delas, poderão fazer parte da nossa realidade em um futuro próximo. Vale lembrar que a fase do Proconve P8 está em discussão por uma comissão envolvendo os setores privado e público e já cogita que esta passe a ser uma etapa exigida a partir de 2022.
Dessas marcas citadas, encontramos novidades da DAF, Iveco, Mercedes-Benz, Scania e Volvo. Confira a seguir:
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A DAF lançou uma nova geração dos seus cavalos mecânicos pesados XF e CF. Segundo a fabricante holandesa (pertencente ao grupo norte-americano Paccar), a linha chega com inovações nos motores Paccar MX-11 e MX-13, nova caixa de marchas automatizada TraXon (ZF) nos eixos traseiros, software do trem de força, na aerodinâmica da cabine, freio motor e aumento do intervalo de manutenção para 200 mil quilômetros.
No caso dos motores, o objetivo da engenharia holandesa foi alcançar o torque máximo em rotação mais baixa, agora, a 900 rpm, e, consequentemente, a redução do consumo. Para isso, foi retrabalhado todo o fluxo de ar, desde a adoção de um novo turbo até a saída dos gases com novo sistema EGR (recirculação dos gases) de pós-tratamento. A eficiência térmica também foi aprimorada com a adoção de novos pistões e injetores que permitem maior taxa de compressão.
Também visando a redução de consumo, ruído e maior durabilidade, a engenharia trabalhou novo desenho para o eixo de tração. As reduções finais podem chegar até a relação 2.05:1 para dirigir a velocidades de cruzeiro de 85 km/h em apenas 1.000 a 1.040 rpm, dependendo da caixa de marchas escolhida. Conforme a DAF informa, a nova geração de diferenciais do eixo traseiro apresenta um desenho completamente novo da roda-coroa e do pinhão, visando maior durabilidade e eficiência, além de níveis de ruído mais baixos. A aplicação de óleos de baixa viscosidade, menores níveis de óleo nos eixos traseiros e rolamentos de roda também aumentam a eficiência.
A nova geração DAF também chega com as opções de caixas de marchas ZF TraXon de 12 velocidades como padrão e 16 velocidades opcional. A TraXon traz menos perdas de fricção, trocas ainda mais rápidas e o uso mais prolongado do EcoRoll (bangela controlada eletronicamente) que contribuem para o menor consumo de combustível. Todos os sistemas (motor, caixa e freio motor) são integrados por uma nova arquitetura eletrônica e novo software. A potência do Paccar Engine Brake foi ampliada de 435 cv para 462 cv no motor MX-11. No motor MX-13 a potência de frenagem agora é de 489 cv.

O novo software também gerencia o novo piloto automático inteligente que será obrigatório na Europa a partir de 2018. Este piloto trabalha em conjunto com o sistema de freio de forma autônoma para evitar colisões traseiras caso o motorista distraia. Somando todas as melhorias, a DAF aponta uma redução de consumo de até 7% nessa nova geração em relação a anterior.

















