Scania P 270 emite até 91% menos CO2 na atmosfera

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Depois de ter adquirido três caminhões Scania P 270 movidos a etanol, a Clariant, fabricante de produtos químicos, comemora a redução de cerca de 91% de C02 na atividade em que esses veículos operam. Denominados Ecotrucks, os P 270 etanol foram os primeiros a serem comercializados pela Scania.


Para a operação da Clariant, os caminhões são configurados com tração 4×2, suspensão a mola e equipados com horímetro – este em razão de os veículos operarem em torno de 24 horas por dia, divididos em dois turnos, sete dias da semana, dentro das dependências da unidade de Suzano, maior da América Latina, com área de 826 mil m².

O local congrega aproximadamente 20 empresas que são abastecidas por esses caminhões que transportam matérias-primas em isotanques com capacidade de aproximadamente 25 mil litros cada. Eles rodam cerca de 1 000 km por mês, o que se traduz em torno de 350 horas/mês de trabalho.

Os caminhões são equipados com motor diesel de 9 litros produzido pela Scania. E para se adaptar ao uso de 95% do etanol, o propulsor recebe 5% do aditivo Master Batch 95, ou ED 95, (fabricado pela Clariant), que lubrifica e serve de anti-corrosivo e pregnitor, ou seja, ajuda a iniciar a combustão. Vale ressaltar que esse motor atende a P7 (norma equivalente à Euro 5 de redução de emissão de poluente saído do escamento do veículo).

Apesar de o consumo do motor com etanol ser mais elevado em relação ao diesel, para a Clariant, o objetivo não é a economia de combustível e sim atender aos requisitos de emissões, uma das premissas da empresa. “Adicionar valor com a sustentabilidade é um dos pilares estratégicos da Clariant. A iniciativa da empresa com o projeto Ecotruck apoia o cumprimento das metas ambientais e reforça nossa abordagem de sustentabilidade”, conta Paulo Itapura, gerente de sustentabilidade da Clariant para a América Latina.

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Além de produzir o aditivo ED 95, o que fez a diferença na otimização de custos, a Clariant utiliza o etanol de produção própria, utilizando o processo denominado ‘Sunliquid’.


Classificado como etanol de segunda geração, ele é fabricado de etanol celulósico, a partir do bagaço de resíduos agrícolas, como palha de trigo e de milho ou bagaço e palha de cana. Como possui a mesma eficiência do etanol a base da cana, a segunda geração do combustível rendeu em menores custos de produção e de logística.