O mercado brasileiro de caminhões vive uma virada histórica em 2025. O Volkswagen Delivery 11.180 assumiu a liderança geral de vendas no acumulado de janeiro a novembro, com 6.088 unidades, deixando para trás em 1.141 unidades o tradicional campeão Volvo FH, que após seis anos consecutivos no topo do ranking, pode perder o posto.
Além disso, o desempenho do modelo da VWCO revela a força dos veículos leves e médios em um ano marcado pela retração dos pesados, diretamente afetados pelas altas taxas de juros, que pressionam o financiamento e encarecem o custo total de aquisição. Em contrapartida, categorias mais acessíveis ganharam tração e impulsionaram o resultado das montadoras que atuam nesses segmentos.
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Domínio absoluto entre os médios
O Delivery 11.180 não só lidera o mercado geral como também consolidou um domínio expressivo no segmento de caminhões médios. Com 51,7% de participação, o modelo se tornou o principal responsável por expandir essa categoria, que saiu de 8% do mercado em 2024 para 11,7% em 2025.
Essa combinação de liderança ampla e contribuição direta para o crescimento do segmento reforça o papel estratégico do Delivery 11.180 dentro do portfólio da Volkswagen Caminhões e Ônibus. Ele se tornou, em 2025, um caminhão-chave para as operações urbanas e de distribuição regional, justamente em um momento em que as empresas buscam menor custo operacional, agilidade e cargas intermediárias.
Por que o Delivery 11.180 domina o mercado
O bom resultado de vendas se explica, em grande parte, pelas qualidades técnicas do modelo, que reúne robustez, capacidade de carga e dirigibilidade pensada para o dia a dia urbano. Ou seja, conjunto muito valorizado pelas frotas, sobretudo nos segmentos de distribuição, comércio elétrônico e operações de médio porte.
Dessa forma, o caminhão utiliza o motor Cummins ISF 3.8, quatro cilindros e 3.800 cm³, capaz de gerar 175 cv a 2.500 rpm e 61 mkgf de torque entre 1.100 e 1.800 rpm. Essa faixa ampla de torque favorece arrancadas mais fortes em rotas urbanas e melhor desempenho em aclives.

O modelo oferece câmbio manual ou automatizado (V-Tronic), ambos com seis marchas, que ampliam a versatilidade do produto. O automatizado tem ganhado popularidade em frotas graças ao menor desgaste de embreagem e ao conforto adicional ao motorista.
Suspensão preparada para carga e irregularidades urbanas
Ademais, o modelo conta com suspensão dianteira com molas parabólicas e amortecedores hidráulicos de dupla ação, além de barra estabilizadora. Na traseira, molas parabólicas de duplo estágio garantem mais estabilidade e melhor distribuição de carga, fator crítico para operações logísticas urbanas.
O Delivery vem equipado com freios a tambor nas quatro rodas com ABS + EBD + ATC + HSA e ESC, combinando sistemas de assistência à frenagem, controle de tração, partida em rampa e controle eletrônico de estabilidade. Ou seja, um pacote muito valorizado por empresas que priorizam redução de acidentes e padronização de frota.
O modelo homologado com PBT de 10.800 kg oferece até 7.480 kg de carga útil, dependendo do entre-eixos. Isso o posiciona como um caminhão equilibrado com relação a peso, capacidade e consumo. Assim, reforçando seu apelo para distribuidores de alimentos, bebidas, última milha e entregas regionais.
Volvo FH perde espaço, e o mercado muda de eixo
Tradicional líder entre os pesados, o Volvo FH 540 vinha dominando o mercado há seis anos consecutivos. Porém, em 2025, a soma das quase 4.947 unidades vendidas não foi suficiente para manter o topo. A queda do segmento de pesados, impactado pelo crédito caro e pela sensibilidade do preço final, abriu espaço para a ascensão dos médios e semipesados.
Enquanto os pesados encolheram, os modelos menores ganharam relevância e se tornaram protagonistas do mercado, como ocorreu com o segmento de médios, impulsionado pelo Delivery 11.180 como carro-chefe da expansão.
















