8Especial: Câmbios automatizados

Na virada deste século, algumas tecnologias para veículos comerciais começaram a desembarcar por aqui. No entanto, a que mais ganhou popularidade para quem atua com caminhões estradeiros, sem dúvida, foi a transmissão automatizada.

Graças às fabricantes suecas Scania e Volvo, hoje as caixas inteligentes ocupam perto de 100% dos caminhões rodoviários vendidos no Brasil, deixando de ser opcionais caros. Isso porque os benefícios da transmissão automatizada são vários e comprovados. O maior argumento para compra desse atributo é a redução do consumo de combustível.

Muitos empresários adquirem frotas de caminhões equipados com a transmissão inteligente, com intuito de otimizar o negócio e deixar a frota mais equalizada.
Contudo, muito além do combustível, há empresas que destacam a redução do tempo da viagem, a segurança e o menor desgaste de alguns itens – já que o sistema reduz as falhas do motorista.

A disponibilidade dos veículos é um dos pontos levantados por Afonso Mariano, diretor de logística da Seara Agronegócio. A empresa possui uma frota de 196 caminhões, sendo 86 deles Mercedes-Benz Actros 2644 automatizados. Aliás, 100% da frota da Seara Agronegócio são automatizados. Esses traçados rodam pelo Sul, Centro-Oeste e Sudeste, podendo trafegar até 2.500 km no transporte de grãos com bitrens e rodotrens basculantes e graneleiros.

Segundo Mariano, a empresa faz questão que todos os veículos possuam caixa automatizada. Além da redução com manutenção de itens ligados à caixa e embreagem, houve também redução de acidentes causados por falta de atenção.

“O motorista tem uma remuneração com base na produtividade. Então, média de consumo e disponibilidade revertem em benefícios para ele. Para o frotista, esses índices também são positivos. Para nós, o maior ganho foi em velocidade média. Uma viagem de Londrina (PR) a Paranaguá (PR), que antes, com transmissão manual, era feita em 11h30, agora com a PowerShift fazem em 10h. Isso é um ganho de produtividade”, acrescenta.

Só por esse ganho, Mariano acredita que a tendência é a frota total ser formada por caminhões da marca da estrela.

Outra empresa que só viu ganhos utilizando caminhões com transmissão automatizada é o Grupo Ultra, empresa sediada em Maceió (AL), que é dona de uma frota formada pelos VW Constellation 19.330 Titan e VW Constellation 19.360, todos V-Tronic (automatizados).

A empresa, que produz e distribui itens de plástico descartáveis, tais como copos, bandejas, talheres, na região Nordeste, de olho nas oportunidades de crescimento, está diversificando seus produtos e quer expandir o campo de atuação rumo ao Sul do país.

Para tanto, ela procurou veículos que atendessem a demanda e que fossem econômicos. Por ter experiência com modelos manuais e automatizados, nessa ampliação, a empresa decidiu optar pelos modelos com caixas inteligentes.?

Antonio Ademir Torres, gerente de transporte e logística da Ultra Serviços de Transporte, braço logístico do Grupo Ultra, explica que a redução no consumo de combustível dos modelos automatizados chega a 10% frente aos modelos manuais. “Varia muito de acordo com o perfil do motorista e da rota, mas há ganhos”, garante.

De acordo com o gerente, o conforto da transmissão automatizada foi outro ponto fundamental para a escolha. “Nossos caminhões rodam até 25.000 km por mês, em média, e os motoristas passam cerca de quatro dias em viagem. Por isso, nós optamos pelos caminhões V-Tronic, que conferem mais comodidade e menor desgaste físico do colaborador”.

Confira a seguir quais são as transmissões automatizadas à venda em caminhões no Brasil:

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Andrea Ramos
Jornalista especializada em veículos comerciais, apaixonada por caminhões e punk rock, e mãe do B e do Ben.