Brasília tem o primeiro ônibus a hidrogênio verde do Brasil em rota turística

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Nesta quarta-feira (25), a capital federal colocou em operação o primeiro ônibus a hidrogênio verde do Brasil e, de quebra, inaugurou um posto de abastecimento dedicado à tecnologia. A iniciativa nasce de uma parceria entre a Neoenergia, a TEVX e o Governo do Distrito Federal. E já começa com uma proposta ousada ao oferecer viagens gratuitas em um roteiro turístico pelo coração da capital.

Logo de saída, o projeto transforma inovação em experiência. O ônibus passa a circular na chamada Rota Monumental. Ou seja, um trajeto que mistura história, arquitetura e agora tecnologia limpa, tudo sem emitir poluentes.

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Hidrogênio no tanque, vapor d’água no escapamento

Antes de mais nada, vale entender o que está em jogo. Diferentemente dos modelos elétricos tradicionais, o ônibus utiliza uma célula de combustível que combina hidrogênio com oxigênio do ar para gerar eletricidade. Como resultado, o veículo roda silencioso e solta apenas vapor d’água pelo escapamento.

Além disso, o modelo impressiona pelos números. Nesse sentido, leva até 71 passageiros, roda cerca de 300 km com um tanque e reabastece em apenas 10 a 15 minutos. Ou seja, mantém a praticidade do diesel com uma pegada ambiental praticamente zerada.

“A força desse projeto está no pioneirismo ao unir turismo, história e inovação com uma solução sustentável para o futuro da mobilidade”, diz o CEO da TEVX, Cadu Souza.

Infraestrutura que nasce pronta para o amanhã

Enquanto o ônibus chama atenção nas ruas, os bastidores revelam um investimento robusto. O hidrogênio utilizado sai de uma usina instalada em Taguatinga, bancada com mais de R$ 30 milhões por meio do programa de inovação da Agência Nacional de Energia Elétrica.

Ônibus a hidrogênio verde estreia em Brasília e percorre a Rota Monumental emitindo apenas vapor d’água

Por outro lado, o diferencial não está só no combustível. Mas na forma como ele é produzido. A Neoenergia aposta na eletrólise da água com energia solar. Portanto, todo o ciclo energético se mantém limpo e renovável do início ao fim.

Segundo o diretor da companhia, David Benavent del Prado, o projeto vai além do transporte. “Impulsionamos a eletrificação da economia e fortalecemos o papel do Brasil em novas cadeias energéticas sustentáveis”.

Além disso, a estrutura em Taguatinga também funcionará como um centro de pesquisa. A ideia é clara e visa testar, evoluir e ampliar o uso do hidrogênio verde tanto no transporte público quanto na indústria.

Turismo com sotaque tecnológico

Se por um lado a tecnologia rouba a cena, por outro o roteiro turístico garante o charme da experiência. A Rota Monumental parte da Torre de TV de Brasília e percorre cartões-postais como o Museu Nacional da República, a Catedral Metropolitana de Brasília, a Esplanada dos Ministérios, a Praça dos Três Poderes e o Teatro Nacional Claudio Santoro.

Durante o trajeto, que dura cerca de 1h30, os passageiros contam com guia turístico e ainda podem descer em pontos estratégicos para explorar e fotografar.

Inicialmente, os passeios acontecem aos sábados às 10h. No entanto, caso a demanda cresça, o plano já prevê ampliar a operação para até três dias por semana.

Um laboratório sobre rodas

No fim das contas, Brasília não apenas estreia um ônibus diferente, mas inaugura um conceito. Ao colocar o hidrogênio verde em circulação real, a capital se transforma em laboratório vivo de mobilidade limpa.