Os maiores grupos de transporte rodoviário da Europa continuam ampliando sua frota. Ao mesmo tempo, expõem números raramente divulgados pelo setor. Ou seja, o preço real pago por caminhões novos em compras de grande volume.
Nesse contexto, a Mercedes-Benz anunciou um novo contrato com a transportadora lituana Girteka. A empresa encomendou 500 unidades do modelo Actros ProCabin para este ano.
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Entretanto, a própria Girteka revelou um dado ainda mais relevante. Segundo a companhia, o pedido total envolve 1.200 caminhões avaliados em € 74 milhões. Algo como R$ 451 milhões, na conversão direta. Dessa forma, o valor médio pago por unidade chega a € 61.666 ou R$ 375 mil, a unidade.
Todavia, o ticket médio de um caminhão pesado na Europa gira em torno de Europa gira em torno de € 150 mil. Ou seja, convertendo para a moeda local, sem taxas, algo em torno de R$ 915 mil.

Waberer’s aposta em frota jovem
Do mesmo modo, a transportadora húngara Waberer’s também tornou público seu plano de renovação de frota. A empresa pretende manter uma das frotas mais jovens da Europa, estratégia que exige substituições frequentes de veículos.
Por isso, a companhia anunciou um investimento de € 57 milhões (R$ 347,7 milhões) na compra de 925 caminhões novos ao longo deste ano. Como resultado, o preço médio pago por unidade fica em € 61.621 a unidade (R$ 375 mil).
Portanto, dois grandes operadores divulgaram números praticamente idênticos. Em ambos os casos, o valor médio gira em torno de € 62 mil por caminhão (R$ 378 mil).
Descontos gigantes em compras de grande volume
Em qualquer setor industrial, compras em grande escala geram descontos. Esse princípio econômico explica boa parte da diferença de preço entre pequenas transportadoras e grandes grupos logísticos.
No entanto, especialistas do setor de caminhões afirmam que os valores divulgados levantam dúvidas. Segundo fontes do mercado, € 62 mil por unidade seria extremamente baixo. Mesmo em contratos de grande volume.
Esses analistas estimam que o preço deveria ficar ao menos € 82 mil. Algo em torno de R$ 500 mil. Assim, além da discussão sobre custos industriais, os dados também reacendem um debate antigo no transporte rodoviário europeu.
Grandes empresas de logística da Europa operam com frotas gigantescas, renovadas com frequência e adquiridas com grandes descontos.
Enquanto isso, transportadoras menores enfrentam dificuldades para competir. Muitas delas compram apenas uma ou duas unidades por vez e, consequentemente, pagam preços muito mais altos.
Como resultado, esses descontos agressivos reacendem debate sobre concorrência no transporte rodoviário europeu.
















