A Volvo Buses América Latina inicia 2026 com expectativas firmes de expansão. Nesse sentido, a empresa projeta crescimento de cerca de 10% no volume total em relação a 2025, movimento que decorre do avanço em rodoviários de longa distância, bem como das oportunidades no urbano e da consolidação das novas tecnologias, sobretudo biocombustíveis e eletrificação. Segundo André Marques, presidente da marca na região, a demanda mostra sinais de melhora contínua mesmo com um cenário macroeconômico desafiador.
Nesse contexto, a Volvo trabalha com um mercado estável no segmento pesado. Porém com espaço para ganho de participação. Especialmente após atingir 21% de share no segmento rodoviário em 2025.
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Rodoviário com relevância regional
Embora o mercado de ônibus tenha oscilado em 2025, o rodoviário pesado caiu cerca de 10%, mas a Volvo ampliou seu share graças ao desempenho da plataforma do modelo com motor de 13 litros e dos modelos B380R, B420R, B460R e B510R. Essa família representa o topo da oferta da marca e responde pelas operações mais críticas do turismo premium e das linhas interestaduais.
Como resultado, 81% das vendas brasileiras da Volvo no ano passado foram rodoviárias. Além disso, a marca acelerou a entrada de novos clientes. Empresas como Guerino Seiscento migrou parte da frota para modelos Volvo após processos de demonstração técnica. Do mesmo modo, clientes como Real Maia, Saritur e Grupo Brasileiro fizeram importantes aquisições de chassis da marca. Assim, o movimento confirma a consolidação da Volvo Buses no segmento de alta capacidade.

América Latina assume papel estratégico nos volumes globais da Volvo
Como resultado, em 2025, a Volvo entregou 1.099 chassis na América Latina. Desse total, 49% foram exportados, enquanto o Brasil absorveu os 51% restantes, algo em torno de 553 unidades, praticamente metade de toda a operação regional.
Consequentemente, a região passou a ocupar quatro posições entre os 10 maiores mercados globais de ônibus da Volvo, com Brasil, Chile, Peru e Argentina. Marques lembra que em 2024, a Argentina nem aparecia no ranking, fato que demonstra a ampliação da demanda na região e o peso crescente do continente nos indicadores estratégicos da companhia.
Além disso, a Volvo tem capitalizado oportunidades internacionais. O acordo com a Marcopolo para fornecimento conjunto de ônibus rodoviários para França, Itália, Portugal e Espanha reforça a estratégia de focar em chassis e ampliar alianças globais.
Eletromobilidade avança e eleva participação do urbano
Mesmo que o rodoviário siga como carro-chefe, a Volvo prepara um salto no segmento urbano. Em 2025, a marca ampliou a gama de produtos elétricos ao lançar o BZRLE de piso baixo e iniciar a produção do BZRT, articulado e biarticulado 100% elétrico feito exclusivamente no Brasil.
Assim, o país tornou-se referência ao registrar a primeira frota de biarticulados elétricos do mundo. Isso após a entrega de 21 unidades para Goiânia, que opera o sistema BRT totalmente renovado.
Além disso, 40 ônibus elétricos (20 para Santa Brígida e 20 para Gato Preto) começam a ser entregues no primeiro semestre em São Paulo, consolidando a marca na maior cidade do país.
Ano eleitoral traz riscos, mas também janelas de licitação

Para 2026, a Volvo prevê estabilidade macroeconômica. Porém com impacto do ano eleitoral sobre as decisões dos governos locais. Mesmo assim, há diversas licitações em andamento para renovação de frota, tanto a diesel quanto elétricas.
Além disso, com a habilitação no Pró-Transporte, a companhia espera acelerar negociações, já que a taxa do programa pode ser até metade do custo de financiamentos tradicionais. A melhoria no acesso ao crédito tende a destravar compras e favorecer o desempenho no urbano, segmento que teve seu ponto mais baixo em 2025.
Em síntese, a Volvo aposta em tecnologia, rentabilidade operacional e transição energética para sustentar sua expansão em 2026. Segundo Marques, “cresceremos em todos os segmentos”.
















