Anfir: emplacamentos caem 42,22% no ano

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O setor de implementos continua em queda livre. No período janeiro a outubro de 2015, o número de emplacamentos apresentou retração de 42,22%. A má notícia é que o cenário (vendas em baixa) tende a aumentar, segundo Alcides Braga, presidente da Anfir: “A queda este ano pode chegar a 45% ou mais.” 


Para a entidade, a decisão do CMN (Conselho Monetário Nacional) de antecipar o fim do Finame PSI é preocupante. “A decisão do Conselho Monetário Nacional de acabar com o PSI/Finame praticamente encerrou o ano de 2015 com dois meses de antecedência”, avalia Braga.

Como alternativa, a entidade passou a defender o retorno da modalidade do Finame calculada a partir da TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo). Nesse formato o BNDES empresta os recursos com custo da TJLP mais um spread — diferença entre o que os bancos pagam na captação de recursos e o que eles cobram ao conceder um empréstimo — que historicamente fica próximo a 1% ao ano, além da taxa de intermedição dos agentes financeiros que pode ser de até 4% ao ano. 

“Com isso a taxa anualizada fica pouco menor que 12% ao ano, ou seja, num patamar que poderá levar os negócios à retomada, sem a necessidade de subsídios por parte do governo”, explica Braga. A maior parte dos recursos do Finame calculado pela TJLP tem origem no FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador. “Se o BNDES financiar entre 80 e 90% do bem para pequenas e médias empresas, e entre 70% e 80% para as grandes, acreditamos que osnegócios deverão retomar gradativamente à normalidade”, conclui.

MERCADO

No segmento de Reboques e Semirreboques (Pesados), a queda foi de 46,41%; 25.038 produtos vendidos de janeiro a outubro de 2015 contra 46.718 unidades no mesmo período de 2014. No mercado de Carroceria sobre chassis (Leve) a indústria comercializou 50.801 produtos contra 84.547 em 2014, queda de 39,91%.