O debate sobre o peso máximo permitido para caminhões voltou ao centro das atenções nos Estados Unidos. Além disso, ganhou força com a defesa de parte da indústria por veículos mais pesados.
Atualmente, cada estado mantém suas próprias regras. Porém, de forma geral, o limite gira em torno de 36 toneladas para operações interestaduais. Ainda assim, grupos do setor pressionam por mudanças e sugerem elevar o teto para 91.000 libras, pouco mais de 41 toneladas de PBT.
Para efeito de comparação, no Brasil o caminhão 4×2, o menor entre os cavalos mecânicos transporte até 45 toneladas com combinações de carretas de três eixos. Mas nas composições de caminhões 6×4 é possível levar até 74 t de PBTC com combinações de carretas de até 9 eixos.
VEJA TAMBÉM:
VW Delivery 11.180 lidera vendas; veja os 10 caminhões mais vendidos
China vendeu mais caminhões elétricos do que a diesel em 2025
Produção de caminhões e ônibus reage e Move Brasil acelera mercado, diz Anfavea
Seja como for, a medida nos Estados Unidos obrigaria a adoção de combinações com seis eixos (equivalente ao bitrem). E colocaria fim ao tradicional reboque de dois eixos em muitas operações.
Demanda existe há décadas
Ao mesmo tempo, a discussão não surgiu agora. Há décadas, o país avalia a possibilidade de liberar caminhões mais pesados. Nos últimos anos, o tema voltou à pauta política e, dois anos atrás, um projeto de lei apresentado na Câmara dos Representantes propôs autorizar os estados a permitirem combinações de até 41 toneladas. Mas desde que utilizassem seis eixos.

Infraestrutura e meio ambiente entram no centro da discussão
Por um lado, grupos contrários alertam para impactos significativos na infraestrutura. Um relatório elaborado por ativistas aponta que entre 65 mil e 82 mil pontes precisariam de substituição ou reforço para suportar os veículos mais pesados. Dessa forma, críticos afirmam que o custo público poderia superar eventuais ganhos logísticos.
Por outro lado, transportadores defendem a proposta e apresentam argumentos técnicos. Segundo o setor, o eixo adicional reduz a carga por roda e, consequentemente, diminui o desgaste das estradas. Além disso, caminhões com maior capacidade transportam mais carga por viagem. Portanto, reduzem o número de deslocamentos necessários, o que pode cortar emissões e aumentar a eficiência do transporte.
Enquanto isso, o debate avança para a esfera política e deve ganhar novos capítulos em breve. Para parte da indústria, liberar caminhões mais pesados representa uma forma de tornar o mercado de transporte mais competitivo nos Estados Unidos. Afinal, amplia a produtividade e reduz custos operacionais. Ainda assim, a decisão final dependerá do equilíbrio entre eficiência logística, custos de infraestrutura e impactos ambientais.
















