Move Brasil 2 tem R$ 21,2 bi para compra de caminhões, ônibus e implementos

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou a segunda fase do Programa Move Brasil com uma ampliação robusta de recursos, condições mais atrativas de financiamento e foco direto na renovação da frota nacional. Além disso, o novo desenho inclui não apenas caminhões, mas também ônibus e implementos rodoviários, ampliando o alcance da política industrial.

Ao todo, o Move Brasil 2 mobiliza R$ 21,2 bilhões, sendo R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Portanto, a iniciativa ganha escala e mira tanto transportadores autônomos quanto empresas de transporte e logística.

Nesse sentido, o programa chega com mudanças estruturais importantes. Em ouras palavras, os prazos de financiamento agora chegam a até 10 anos, e a carência passou para 12 meses para os autônomos. E as taxas de juros foram reduzidas entre 11,3% e 12,5% ao ano. Como resultado, o valor das parcelas diminui e o crédito tende a caber no bolso de quem opera no transporte.

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Lula cobra bancos e exige crédito para caminhoneiros autônomos

Apesar da ampliação das condições, o presidente Lula fez um alerta direto ao sistema financeiro. Segundo ele, o principal desafio não está apenas na oferta de crédito, mas no acesso efetivo, sobretudo para caminhoneiros autônomos.

De acordo com o presidente, a primeira fase do programa mostrou uma distorção. Enquanto grandes frotistas acessaram rapidamente os recursos, os autônomos ficaram para trás. Por isso, ele pediu atuação mais eficiente de instituições como Banco do Brasil, Caixa e BNDES.

Lula destacou que o caminhoneiro autônomo enfrenta mais dificuldades, pois muitas vezes tem apenas o próprio veículo como garantia. Portanto, o governo decidiu ampliar prazos, reduzir juros e ajustar as condições para facilitar a aprovação do crédito.

Além disso, o presidente reforçou que espera rapidez na liberação dos recursos. A expectativa, segundo ele, é que em poucos meses a maior parte do orçamento já esteja contratada. E sem repetir os gargalos da fase anterior.

Programa amplia escopo e aposta na renovação da frota

Antes de tudo, o Move Brasil 2 nasce como uma evolução direta da primeira etapa, que liberou R$ 9,24 bilhões em menos de quatro meses. Agora, o governo não apenas amplia o volume de recursos, como também diversifica os segmentos atendidos.

Segundo o ministro do MDIC, Márcio Elias Rosa, o programa representa mais do que uma linha de crédito. Trata-se, na prática, de uma política industrial com impacto direto na economia.

Isso porque, além de estimular a renovação da frota, hoje envelhecida e mais cara de operar. Além disso, a medida também ativa a cadeia produtiva automotiva, que envolve desde a indústria de base até concessionárias e serviços.

Outro ponto relevante envolve a sustentabilidade. Quem retirar veículos antigos de circulação e destiná-los à reciclagem poderá acessar condições ainda melhores de financiamento, incentivando a modernização da frota com menor impacto ambiental.

Fundo garantidor

Outro destaque envolve o reforço no Fundo Garantidor de Investimentos (FGI), que recebeu aporte adicional de R$ 2 bilhões. Esse mecanismo, operado pelo BNDES, facilita o acesso ao crédito ao reduzir o risco das operações, especialmente para pequenos e médios transportadores.

Para a indústria, o programa chega em um momento crítico. Segundo o presidente da Anfavea, Igor Calvet, o segmento de caminhões enfrentou uma queda superior a 30% nas vendas de pesados recentemente, pressionado principalmente pelos juros elevados.

Nesse cenário, o Move Brasil 1 já havia ajudado a reaquecer o mercado. Agora, com condições ainda melhores, a expectativa é de recuperação mais consistente.

Rede financeira amplia capilaridade do programa

Na operação do programa, o BNDES contará com mais de 80 instituições financeiras credenciadas. Segundo Maria Fernanda Coelho, essa capilaridade será essencial para fazer o crédito chegar de forma mais eficiente aos transportadores em todo o País.